
É ela que você modifica, analisa, substitui, risca e acaba nunca satisfazendo completamente.
As 3 primeiras você tem certeza... a quarta você se convence que está no lugar certo... e para a quinta colocação, você acaba percebendo que tem um sem-número de opções.
Com o PRIMOROSO TOP-5 DO BRANCATELLI não foi muito diferente.
Eu estava certo de que teria que falar de novo do The Black Parade, do My Chemical Romance, álbum sobre o qual eu já comentei neste post aqui. Mas escutando o CD para ter certeza se eu teria algo novo para escrever (ou se era só copiar e colar), eu percebi que talvez ele não fosse a escolha ideal para essa lista. Afinal, por melhor que ele seja, provavelmente minha coleção de CDs teria algo mais digno de estar entre os 5 melhores de todos os tempos.
Depois de muito matutar entre coisas como o Pet Souds, do Beach Boys, até o Whatever People Say I Am, That's What I'm Not, do Arctic Monkeys, finalmente eu encontrei aquele álbum que se encaixa como uma luva nesta quinta colocação.
Um álbum que me inspirou demais em fazer música e mesmo em escrever sobre música.
Um álbum que mudou tudo o que veio depois dele.
Um álbum que ditou a moda, a música e o estilo de toda uma geração.
Um álbum que eu escutei tanto que já deveria ter enjoado...
Mas não enjoei.
5ª posição
Libertines – Up The Bracket
Vocês devem estar pensando com um tom maldosamente irônico “ah, vá, o Brancatelli falando sobre Libertines?”... mas poxa vida, o que eu posso fazer?
O álbum de estréia do quarteto britânico tem 12 porradas na cara disfarçadas de músicas. A energia crua das guitarras, o jeito despojado de cantar, as letras diretas e por vezes até poéticas, a produção exata do ex-Clash Mick Jones e a promessa de dois jovens gênios musicais, Carl Barat e Pete Doherty.
O estilo despretensioso da banda acabou incentivando todo um novo movimento brit-pop, e o resto é história.
Faixas como Time For Heroes, Death on the Stairs, Tell the King e a que da nome ao álbum provaram que, apesar do hiato criativo, os ingleses ainda sabiam criar boas músicas.
Cheio de referências musicais e literárias e pintando um retrato contemporâneo da juventude britânica, o Libertines surgiu do nada e criou todo um novo cenário para as bandas inglesas, lançando um álbum onde cada faixa é uma verdadeira aula sobre como fazer boa música.
E o principal:
Foi esse álbum que me fez perceber que... bem...
Qualquer um pode fazer música.
Você pode tocar mal, ser sujo, ser atrapalhado, ser estranho, ser o mais improvável dos compositores... mas o que realmente importa é deixar a música vir de dentro.
É apenas isso que faz a diferença.
Então, pela importância musical atual, pela influência que teve (inclusive em mim) e simplesmente por ser um álbum fodástico... a quinta e mais difícil posição do PRIMOROSO TOP-5 DO BRANCATELLI é do álbum de estréia do Libs!!!