quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Sobre o post anterior...



"Adoro música. Me sinto feliz ouvindo boas canções. Se eu estou na merda, ponho Tom Waits, Bob Marley ou alguma coisa assim, e funciona como mágica. Nada se compara com o que você sente quando ouve música que te agrada. É um fenômeno único." - Jason Newsted, ex-baixista do Metallica


Como bem disse a Renatinha no post passado, muitas vezes é difícil descrever musicalmente uma banda.
O mais fácil, e talvez o mais importante, é descrever o que ela faz você sentir.
Belle & Sebastian, por exemplo, tem o tipo de música que não se encaixa em todas as situações. Pra mim, é a música que combina com momentos calmos, tardes de inverno, quando você não quer pensar em nada específico e apenas viaja na serenidade da música, de olhos fechados, sem querer nem ao menos encontrar sentido naquele momento.

É o mesmo efeito que dá quando eu escuto Norah Jones, por exemplo. Ou Marisa Monte. Ou Regina Spektor. Ou Keane.

Agora, se eu quiser que um pouco de empolgação invada meu quarto, eu escuto Weezer, que sempre me anima. Ou talvez Strokes. Ou White Stripes. Ou Libertines.

Agora, se eu quiser trabalhar um pouco meus neurônios, eu taco logo um Radiohead. Ou quem sabe um Arcade Fire.

E caso eu queira me irritar (ou até rir um pouco), eu coloco na 89fm e pronto.


Mas, afinal... qual a banda perfeita para determinado momento?

Taí a beleza da coisa.
Cada um tem seu jeito de lidar com seus momentos.
Por exemplo, muitos quando estão tristes preferem ficar em casa escutando Coldplay, abraçados aos seus travesseiros enquanto tentam ver qual o limite da depressão... enquanto outros preferem sair de casa, beber com os amigos e escutar The Hives enquanto tentam afastar qualquer tristeza da cabeça.

Não existe o jeito certo de lidar com seus sentimentos.
Você pode escutar Radiohead quando está feliz ou escutar MC Créu quando está deprimido.
O importante é lidar do seu jeito.

Por isso talvez seja inútil tentar determinar um estilo musical para cada banda.
Rock, samba, axé, funk, pagode, pop, bossa nova, eletrônico, indie...
Tudo isso serve apenas para limitar a música.

O mais importante é saber o que ela te faz sentir.

A música é mais do que som.
A música, como um ser vivo, possui emoções.
E é você quem determina por quem quer ser acompanhado.
Principalmente porque o que é tristeza para os ouvidos de uns, pode ser alegria para os ouvidos de outros.

Assim como um sorriso não significa necessariamente alegria...
E lágrimas não são sempre de tristeza.

8 comentários:

Vitinho disse...

A música é ser-em-si...

Douglas Funny disse...

a música se divide em três partes:

MÚ - SI - CA


... obrigado.

matheuss disse...

brancatelli, como weu gosto dos teus posts sobre a emoção da música :)

matheuss disse...

cade o blogue da renatinha?!
*O*

Mar e Ana disse...

Acha, q lindo isso =]

Concordo com Funny e com Vitinho e com vc, sem nada a acrescentar!

:*

Mary West disse...

Eu sou totalmente de fases com minhas bandas favoritas. Mas normalmente Wilco fica p/ os momentos tristes, Interpol e She Wants Revenge para os momentos mais furiosos e Death Cab junto com Simon e Garfunkel quando tou sei lá...De bem com a vida. ;)

Boninha disse...

Nossa!

Se Belle & Sebastian der a mesma sensação que dá ouvir Keane...

Acho que eu demorei pra ir atrás deles!

Kawai ♪ disse...

Sou meio suspeito para falar de música né?
Acho que só o título do meu blog já diz algo.. rsrs

PS: Me ensina a fazer um fundo para o blog? rs
beijos!