terça-feira, 26 de outubro de 2010

Pequenos Heróis


(post exclusivamente publicado na terça-feira, já que este blog estava às traças a tempo demais... na segunda a Renatinha volta a postar e daí as coisas voltam ao normal!)

Às vezes a gente se depara com uma HQ nacional tão bacana que te obriga a abrir seus horizontes para um ponto muito além das tradicionais histórias em quadrinhos norte-americanas de super-heróis.
Temos os álbuns do Bá e do Moon, o projeto MSP50 (do qual a gente já falou por aqui), a série Mondo Urbano, as coletâneas do Laerte, o livro Cachalote... trabalhos que acabam se destacando nas prateleiras antes mesmo que você se de conta de que está olhando para uma HQ 100% brazuca.

O álbum Pequenos Heróis, lançado pela Editora Devir especialmente para livrarias, é o perfeito exemplo disso.

O escritor e editor Estevão Ribeiro reuniu um time invejável de desenhistas para, em histórias curtas, diretas e sem diálogos, homenagear à sua maneira os super-heróis com os quais cresceu. Não na imagem dos ícones que conhecemos, mas na forma de suas ações. Não nas figuras musculosas e imponentes dos quadrinhos, mas nas almas de... crianças. Crianças que, independente do gênero ou da classe social, precisam lidar com as mais diversas (e grandiosas) situações e encontrar o heroísmo dentro de si mesmos.
Preciso inclusive destacar aqui a história "O Garoto das Trevas", desenhada por Emerson Lopes, na minha opinião a mais divertida dentre as 8. Também se destacam "Superbro", desenhada pelo coeditor do álbum, Mário César, e "O Garoto de Marte", com arte da dupla Ric Milk & Dandi.

E se este primeiro volume homenageia os personagens da editora DC, a já prometida continuação do projeto será baseada nos personagens da editora Marvel.

Estevão Ribeiro mostra que, antes de "salvar o mundo" e "combater o mal", o heroísmo está nas pequenas ações.
O heroísmo está em fazer a diferença.

Ao final da leitura, Pequenos Heróis te deixa com aquele sorriso bobo nos lábios, fruto do reconhecimento de um trabalho muito bem-feito e inspirador.

Tão inspirador quanto apenas um super-herói pode ser.

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4 comentários:

Estevão Ribeiro disse...

Muito obrigado pelo texto, Brancatelli! Se o álbum te tocou como a nós quando trabalhamos nele (e sempre que folheamos) nós atingimos o nosso objetivo.
Abraço!

Brancatelli disse...

Caramba, que honra! =D

Claudinei disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Claudinei disse...

Vamos arriscar! vou procurar nas bancas. até agora as recomendações do blog são boas. vcs tem bom gosto.