quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Última Volta


Por Brancatelli

Alguns finais são mais tristes que outros.

Conheci o Ecos Falsos la em 2006, num programa da MTV chamado Banda Antes, que mostrava bandas ainda relativamente desconhecidas, apresentado pelo Rafael Losso. Lembro de achar os integrantes divertidos, as músicas originais. Existia uma química diferente dentro daquela banda, um bom-humor e um entusiasmo sincero misturado a uma despretensão quase casual. Muito diferente de tudo o que eu ouvia naquela época. Procurei quando ia ser a reprise daquele Banda Antes pra poder rever depois (em tempos pré-YouTube, esse era o jeito). E meio que me esqueci daquilo tudo..
Daí, ainda em 2006, lembro do show no Outs. Lembro de ouvir pela primeira vez aquela frase que mudaria tudo: “Eu só sou sentimental quando eu me fodo!”
Me peguei berrando o refrão de uma música que eu escutava pela primeira vez como se já fosse a minha música favorita.
E daí eu já estava conquistado.

Daí veio o primeiro CD, o Descartável Longa Vida, vários shows, mais uma porção de shows, a mudança na formação, o show no Jô Soares, o segundo CD, o Quase, e daí..
O fim.

Sábado passado aconteceu o último show oficial do Ecos Falsos.
Na platéia os fãs sempre fiéis à banda, no palco aqueles caras que eu não só tinha acompanhado de perto pelos últimos 5 anos, mas que tinham criado uma amizade real com o público.
Isso por si só já tornava tudo tão triste.
Mas não só isso.

O Ecos Falsos foi importante pra mim no sentido de me incentivar a escrever coisas novas, com um outro tom, não só em músicas mas em qualquer texto que eu escrevesse.
Me mostraram que ainda existia criatividade e originalidade num cenário habitado pelo mais do mesmo.
Descartável Longa Vida é, na minha opinião, um dos melhores discos nacionais lançados. Não, não só um dos meus favoritos, mas genuinamente um dos melhores.
E mesmo com aclamação da crítica, apoio de artistas como Tom Zé e Fernanda Takai, mesmo com os fãs fiéis e criando barulho na Internet, mesmo tendo tudo para o reconhecimento e para o sucesso..

O Ecos Falsos é a prova viva de que competência, qualidade e esforço não bastam.

Não quero acreditar que o público procura pela mediocridade.
Talvez a sorte seja fator essencial. Talvez fosse necessário abandonar a cara underground a qual a banda nunca abandonou, tornar-se mais “adequada” a um certo padrão. Talvez..

Talvez simplesmente não haja um motivo.
Como a própria banda define, a distância entre o "quase" e o "nada" é quase nada.

Alguns finais são mais tristes que outros.
Quando uma banda boa acaba no auge, tendo tido sua cota de sucesso, conseguido atingir o grande público, não é motivo de tristeza.
Mas quando uma banda boa acaba sem conseguir a consagração merecida, sem nem ao menos ter tido a chance de fazer sucesso.. bom, isso é simplesmente injusto.

Era daí que vinha a tristeza daquele último show.
Ver como as letras representavam aquele momento, ver a melancolia e o cansaço nos olhos de cada um deles. Ver a tristeza enorme da banda durante a última música, Reveillon, contrastando com a alegria e o entusiasmo daquele show 5 anos atrás.
Perceber que nenhum deles queria que fosse esse o fim.

Tudo o que eu posso fazer é agradecer ao Ecos Falsos por esse tempo que ele fez parte da minha vida.
Dizer que eu acho incrivelmente heróico eles terem mantido a banda por tanto tempo, mesmo quando nada parecia estar dando certo, mesmo com tudo que desanimaria qualquer pessoa normal.
E principalmente pedir pra que eles nunca duvidem que fizeram sim a diferença pra tantas pessoas diferentes.
Tanto com música quanto com atitude.

Porque Ecos Falsos é foda demais!

Agora chega de ser tão piegas.
Afinal, de drama no mundo já chega.
E sem esquecer, claro, louvado seja o Bom Amigo Inibié!

Sempre..

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domingo, 21 de agosto de 2011

Sobre o futuro.

Thiago Brancatelli é um velho triste de 60 anos, que mora sozinho em um minúsculo apartamento aos pedaços em um endereço que ninguém nunca se importou em anotar.
Sua maior alegria é gritar com as crianças que brincam na rua e com os pássaros que teimam em lhe tirar de seu sono a cada manhã.
Thiago Brancatelli odeia risada, bom-humor lhe embrulha o estômago e sorrisos fazem doer um ponto específico bem entre seus olhos.

Um de seus raros prazeres é sentar em uma mureta da Av. Paulista nos dias cinzentos e chuviscosos, bebendo um copo de café preto e sem gosto do Starbucks e assistindo seu pombo de estimação saltar pela calçada. Seu pombo de estimação, seu único e melhor amigo. Thiago Brancatelli o leva para passear a cada 3 semanas e meia, sempre usando uma coleira e munido de um chicote.
Sente falta dos seus amigos, mas sabe que estão melhor sem ele.

Thiago Brancatelli nunca teve emprego ou namorada.
Nunca teve futuro, odeia o presente e se esforça pra esquecer o passado.

Adora cortar sua barba com lâminas cegas e água fria, adora o som que um inseto faz ao ser esmagado com o dedão contra a parede do banheiro, adora comer comida congelada sem esquentar. Se diverte demais colocando números aleatórios nos Sudokus do jornal do dia anterior e criando palavras sem sentido nas palavras-cruzadas.
Thiago Bracatelli ri sozinho forçando e riscando a ponta do garfo no prato de comida quando janta sentado no chão de sua cozinha.
Gosta de passar horas olhando seu reflexo no espelho à procura de uma ruga nova, acha hilário quando finge conversar com sua própria dentadura e quando assiste ao canal do tempo.

Passa o tempo arrastando barulhentamente seus móveis sem motivo nenhum durante suas madrugadas insones. Quando cansado o bastante, se encolhe em posição fetal no centro do seu quarto, fecha os olhos e murmura alguma canção triste do seu tempo, até pegar no sono.
E nos seus sonhos, Thiago Brancatelli não é Thiago Brancatelli.
Nunca.
E nunca cometeu os erros que cometeu, e não carrega os arrependimentos que carrega. Não sendo Thiago Brancatelli, Thiago Brancatelli torna-se alguém.
Nos seus sonhos, Thiago Brancatelli nunca sonha em não ser Thiago Brancatelli.
Mas os pássaros o trazem de volta ao seu próprio corpo a cada manhã.
Sempre..

E ao passo que o fim se aproxima, mais Thiago Brancatelli entende que morrerá como sempre viveu, sendo quem sempre foi.
E, quase que comicamente, isso coloca um sorriso em seu rosto.


Thiago Brancatelli é um garoto de 25 anos.
Com os melhores amigos, a melhor família que uma pessoa pode ter.

E com todo um futuro pela frente..

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Chico


Por Brancatelli

Expectativas altas, boatos, opiniões intelectualóides, críticas abalizadas, comparações com o passado, notícias em todos os jornais, revistas e sites..

Um novo lançamento musical do Chico Buarque nunca é apenas um lançamento.
É um verdadeiro evento nacional.

E agora, 5 anos após o lançamento do álbum Carioca, ocupados pela criação do seu quarto romance - o festejado Leite Derramado - e pelo completo desprendimento musical, o compositor lança seu novo e breve disco, o primeiro de sua carreira a se chamar apenas Chico.
Com toda a pompa descrita la em cima, como não podia deixar de ser.

O disco é minimalista em seu nome, músicas, instrumentação e duração (pouco mais de 30 minutos).
Mas conta com canções que podem perfeitamente ser incluídas entre as melhores do músico. Um verdadeiro apanhado de todas suas fases, desde os primeiros sambas até as músicas mais difíceis dos últimos trabalhos.
Um passeio por toda sua carreira.

Chico parece ter alguns temas centrais.
Primeiro é óbvia a influência do seu romance com a cantora Thais Gulin, 36 anos mais nova. A relação entre um homem mais velho e uma garota mais nova é o foco de duas das melhores músicas do disco, o blues "Essa Pequena" e a faixa "Tipo um Baião", que é, tipo assim, um baião. O tema é percebido em "Se Eu Soubesse", com participação da própria Thais Gulin. E o peso da idade também está presente na bem-humorada e nostálgica "Barafunda".
Outro tema, como apontado pelo próprio Chico no making of do álbum (clica la, vale muito a pena), é a própria música. "Rubato" é uma brincadeira sobre uma composição roubada por outros músicos, que colocam a letra que mais lhes convém. "Nina" é uma valsa russa falando da própria valsa russa, assim como a ja citada "Tipo um Baião", com um dos mais lindos versos criados pelo Chico: "Meu coração / Que você sem pensar / Ora brinca de inflar / Ora esmaga / Igual que nem / Fole de acordeão / Tipo assim num baião / Do Gonzaga".
Restam ainda a melancólica "Querido Diário", a triste sequência da música de Tom Jobim "Sem Você nº2", a literária e trágica "Sinhá" e o divertidíssimo samba "Sou Eu", gafieira com a participação de Wilson das Neves.

Vale celebrar a parte instrumental de Chico.
No melhor da filosofia "menos é mais", o que é encontrado são instrumentos muito bem pensados e colocados na música. Impressiona esse cuidado em faixas como "Essa Pequena", por exemplo. Grande parte do mérito deste lançamento se deve a isso.

No final de "Sinhá", última faixa do álbum, Chico canta algo que se parece com seu próprio epitáfio musical:

E assim vai se encerrar
O conto de um cantor
Com voz do pelourinho
E ares de senhor


Com Chico, o compositor nos apresenta sua mais acessível (e talvez sua melhor) coleção de músicas em muito tempo, mostrando que ainda tem muito o que mostrar, calando a boca dos que o davam como acabado e mostrando por que é sim nosso maior compositor.
Esperamos que o conto deste cantor, com voz do pelourinho e ares de senhor, ainda esteja longe, muito longe de acabar.

domingo, 31 de julho de 2011

Adeus

Por Renatinha

Perder alguém não é fácil.
Eu já tinha perdido algumas pessoas, mas nunca as vi partir assim, na minha frente.

Não existe nada que apague essa sensação.

Estou aqui apenas para agradecer aquele que partiu por ter sido meu pai, meu amigo, meu porto seguro e até minha fonte de briguinhas sem sentido.

Quando eu já tinha aprendido a viver sem um pai, você apareceu na minha vida, dando mais significado para a frase de que pai é quem cria e não quem gera.

Eu não achei que fosse te perder tão cedo.

Agradeço ao destino, a Deus, o que seja, por ter permitido que eu tenha segurado sua mão nos seus últimos minutos aqui na Terra.

Passei minha vida me referindo a você como padrasto, mas só agora vejo como isso foi uma burrice. Você é e sempre será meu pai.

Obrigada por tudo.
Vou sentir sua falta.
Te amo.

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Maus


Por Brancatelli.

"Toda palavra é como uma mácula desnecessária no silêncio e no nada."

A frase, do escritor irlandês Samuel Beckett, é citada em uma conversa entre o desenhista Art Spiegelman e seu psiquiatra, cena real presente na sua HQ biográfica Maus ("ratos", em alemão), publicada em 1991.

A obra, inicialmente criada para contar a história de como seu pai, Vladek Spiegelman, sobreviveu aos horrores da Segunda Guerra e ao campo de Auschwitz, acabou se transformando num relato do difícil relacionamento entre pai e filho.
Mais que isso, em um acerto de contas do autor consigo mesmo e com seu passado conturbado.

Mesmo retratando os judeus como ratos e os alemães como gatos, Spiegelman humaniza seus personagens de uma maneira extremamente sóbria. Do soldado nazista ao povo polonês (retratado como porcos), dos informantes traidores até seu próprio pai, o estereótipo do judeu mesquinho, pão-duro e racista.
Não existem heróis perfeitos, o que existe são seres-humanos, tão imperfeitos e cheios de falhas que é impossível não reconhecermos a nós mesmos.

Em Maus não existe a idealização.
Apenas a realidade.

Alternando a história de seu pai à sua própria, Art tenta justificar a difícil figura do pai, moldada pela Guerra, pela perseguição, pelas perdas e pelo suicídio de sua esposa.
Desse modo, Art acaba tentando justificar suas próprias ações. Em certo momento, o autor percebe que, no fundo, ele sempre competia com a lembrança de seu irmão, morto na Guerra antes mesmo de seu nascimento, e que tudo o que ele carregava disso era culpa. Culpa por não ter passado pelo que seus pais passaram, culpa por ter sobrevivido ao seu irmão, culpa por não conseguir entender o sofrimento de se estar preso em um campo de concentração, de passar fome e estar às portas da morte, culpa por se sentir explorando a tragédia do Holocausto em sua obra, culpa pelo seu próprio sucesso.
Enquanto relata a história de seu pai, Art liberta todos seus traumas psicológicos.

"Toda palavra é como uma mácula desnecessária no silêncio e no nada."

Tentar definir o horror do Holocausto nazista é uma tarefa impossível, mesmo para quem sentiu suas marcas na própria pele. Pior ainda seria tentar entendê-lo.
Na conversa onde essa frase é citada, Art é questionado por seu psiquiatra do porque de existir tantas obras sobre o Holocausto, se ainda assim as pessoas não mudaram.
Maus não tenta explicar o que aconteceu, e tão pouco justificar. A obra apenas mostra, em uma leitura pesada e perturbadora, as profundas cicatrizes que tudo aquilo deixou em seus sobreviventes, seja nos diretos quanto nos indiretos.
Não importa os culpados, apenas as vítimas.

A ilimitada maldade humana não é algo compreensível.
E qualquer tentativa de representá-la acaba sendo apenas uma mácula desnecessária no silêncio, que por si só já diz muito mais.

Mas conseguir transformá-la em arte?
Isso sim é admirável.

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

#vitorvieiraday


Por Renatinha

Entendam, sou eu reclamona de mão cheia.
Tenho PhD em reclamar da vida.

Mas tem uma coisa que nem minha avançada capacidade me permite reclamar: meus amigos.

Tenho amizades fortes e duradouras.
Tenho aqueles amigos para se rir e chorar.

Hoje é aniversário de um deles.
Essa não é só uma celebração de mais um ano de vida dele, para mim, é a celebração do nascimento dele que por consequência e pelos tortuosos caminhos da vida, trouxeram ele até uma sala do 6º andar da Faculdade Cásper Líbero batendo na porta, jogando sua franja e levando embora uma das únicas pessoas que ainda fazia alguma coisa naqueles benditos trabalhos.

Vi ele passar de um garoto punk para um malandro sambista, vi ele sofrer de amor e partir corações, vi ele de pijama e na sua mais fina estica (/soumalandra), estava lá quando uma Ice bastava e quando doses de vodca eram tomadas repetidamente, até quando ele desafiou Iemanjá, eu estava lá para temer pela vida dele...

Sobrevivemos à Cásper, a JUCAs, a Ferpps, a viagens para Australia, a todas brigas possíveis que esse grupo já enfrentou e espero sobreviver a muito mais coisas, boas e ruins (já que sabemos que elas virão).

Ele não tem noção do tanto que eu o admiro. Acho-o excelente em tudo que faz, gosto da postura dele em 99% das coisas (menos em relação às músicas que eu gosto haha), respeito suas opiniões e gosto de vê-lo falar sobre os assuntos da vida.

Estou ficando sem palavras para declamar meu amor, então terei que encerrar com a frase mais bonita que ele já me ensinou e que resume nossa amizade:


"Só quem é".


Te amo, Vitinho.

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Suck It And See


Por Brancatelli

Tudo começou com a incapacidade de 4 adolescentes de Sheffield em colocar suas próprias músicas na Internet.

O barulho criado em torno do Arctic Monkeys já era alto em meados de 2004 quando, buscando preencher o vazio deixado pelo fim do Libertines, a Inglaterra voltou seus olhos à procura do futuro do rock britânico.
O "futuro" em questão, sem saber como colocar suas próprias músicas na Internet, contou com a ajuda dos fãs, a partir de demos distribuídas durante algumas apresentações. Não demorou para que o perfil criado no MySpace (sem o conhecimento da banda) começasse a levar cada vez mais gente aos shows e, claro, atraísse a atenção da crítica musical especializada.

O resto é história..


Agora, 5 anos após o lançamento do álbum de estréia - Whatever People Say I Am, That's What I'm Not - o Arctic Monkeys lança seu quarto disco, chamado sutilmente Suck It and See (uma expressão comum na Inglaterra, que significa algo como "dê uma chance").
E enquanto eu engolia em seco esperando (ou seria "temendo") uma continuação do álbum anterior, o Humbug, quem imaginaria que a banda iria por um caminho completamente diferente?!

Quem esperaria?
Bom, eu já devia esperar.
Acostumados em surpreender a cada música lançada, Alex Turner e companhia deixaram de lado os acordes sombrios e o clima arenoso do Humbug e criaram faixas cheias de "shalalalas" e "iéiéiés".

Não me levem a mal, o Humbug é um ótimo CD.
Mas não era, nem de longe, o CD que eu esperava do Arctic Monkeys.
Com forte influência do co-produtor Josh Homme e do clima desértico da Califórnia, onde foi gravado, o álbum tinha um clima carregado demais, sombrio demais, pesado, escuro.
Sempre que eu falava sobre ele, os elogios vinham acompanhados de um "mas".
Ótimo álbum, com ótimas músicas, mas..


Suck It and See é o CD que eu esperava do Arctic Monkeys.


Mais leve, mais pop, mais "acessível".
As letras de Turner marcam, em certos momentos, um retorno ao seu "estilo observador" dos dois primeiros álbuns, só que mais refinado.
Os riffs e as guitarras rápidas deram lugar a algo mais bem pensado, por assim dizer. Se a banda perdeu parte da energia que vinha a partir disso, ela acabou ganhando em harmonia. Cada instrumento parece ter um lugar exato em cada faixa.
Vemos então uma coleção de músicas que vai do rock à balada. Da experiência rítmica esquizofrênica à faixa final de apenas dois acordes. Do romance à ironia. De Sundance Kid a modelos topless.


Em seu quarto álbum, o Arctic Monkeys criou o meio termo perfeito entre os dois primeiros e o terceiro trabalho.
Se tivesse sido lançado entre eles, talvez tivesse tornado o Humbug um tanto mais facilmente "digestível".
Do jeito que aconteceu, a banda se aproxima de uma década de existência confirmando todas as apostas feitas quando suas músicas não passavam de uma demo distribuída nos shows.

Talvez até superando-as.

A expressão britânica "suck it and see" é como um convite. Arrisque. Experimente algo novo. Faça algo novo.
Alex Turner não fala mais sobre garotas em pistas de dança e questões adolescentes.
Suas composições cresceram e amadureceram tanto quanto os 4 garotos de Sheffield, que há pouco tempo não sabiam nem colocar suas próprias músicas na Internet.

Ao que parece, ele ainda tem muito o que falar.

Dê uma chance.

Arrisque.

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