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domingo, 27 de março de 2011

É vencer ou morrer.


Não tá fácil escrever nesse blog não... Pouca coisa interessante acontecendo, bom... tem! Mas a maioria é desgraça né?

Mas hoje farei uma breve recomendação literária-televisiva.
Game of Thrones.
Game of Thrones é o primeiro livro da série "A song of Ice and Fire" escrita por George R. R. Martin.
É um livro um tanto quanto recente, foi publicado em 1996 e ano passado, foi lançada sua primeira versão em português.

É um livro que fala sobre a luta pelo poder e é regado de todos os elementos que poderiam existir: violência, sexo, amor, vingança, traição,... uma pitada de tudo.
Ele é um livro bem cativante e serve bem para fãs de histórias medievais com pitadas fantasiosas.
Além de todos esses elementos apaixonantes, a construção dos personagens é bem humana... Fazendo com que nenhuma seja inteiramente mau ou inteiramente bom. Todos são capazes de ambas as atitudes, mas será inegável escolher um lado nessa luta.
Por enquanto, meu personagem favorito é Jon Snow, o filho bastardo do Ned Stark.
Quem é Ned Stark?
Toma vergonha e compra o livro! Ou espera o lançamento da série no Brasil...


Todo esse hype no livro começou a crescer agora que a HBO vai lançar uma série baseada nos livros. Uma super produção que está contando com a ajuda de especialistas de todas as areas no desenvolvimento da terra de Westeros e seus povos.
A série vai contar com grandes nomes e para os fãs mais xiitas, podem ficar tranquilos, que o escritos dos livros está acompanhando de perto toda a sua produção.

A série vai ser lançada nos Estados Unidos em abril e promete ser um dos maiores lançamentos do ano. Aqui no Brasil podemos aguardar essa estréia em maio! \o/

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O Pequeno Livro do Rock


"Eu jamais tive uma overdose,
Não vi os Sex Pistols no Chalet du Lac,
Não estive no Bronx nos primórdios do hip-hop,
Não vi os Beatles ao vivo no Ed Sullivan Show,
Não fui aos shows do Elvis em 55,
Não compartilhei groupies com o Led Zeppelin,
Não sou um crítico de rock profissional,
Não tenho vontade de ser completo, objetivo ou de boa-fé.

Em suma, não tenho nenhuma legitimidade para escrever este livro, e foi por todas essas razões que eu mesmo assim o escrevi..."



É com essa confissão que o cartunista francês Hervé Bourhis começa sua obra, o Pequeno Livro do Rock.
E, com essa honestinada, ele acaba criando um elo com cada um de seus leitores.
Afinal, a grande graça de ser um fã de rock (ou de qualquer estilo musical) é que você não precisa ter vivido cada momento dessa história para poder aproveitá-la. Os fãs atuais não viram o Elvis ou o Sex Pistols ao vivo, não compartilharam groupies com seus ídolos, não são críticos profissionais... e, mesmo assim, são tão aptos quanto qualquer um para falar de música.

E é divertidíssimo saber o que o tal Hervé tem a dizer sobre tudo isso.

O Pequeno Livro do Rock conta toda a história do gênero, desde a criação do primeiro jukebox, quando o "rhythm and blues" ainda era conhecido como "race music", até os boatos de herpes genital do líder do Tokio Hotel, passando pelo surgimento do grunge e do britpop...
Tudo isso com uma linguagem divertidíssima, desenhos cartunescos na medida certa, sacadas engraçadíssimas e uma puta pesquisa sobre o assunto, com anotações que o desenhista mantém desde os 14 anos.
Por meio dos desenhos e um ritmo ágil, o livro consegue inclusive mostrar coisas como o surgimento do seminário musical NME (New Music Express) ou uma cena já icônica de um clipe do Blur apenas por meio de desenhos, que explicam mais que mil palavras. Afinal, o rock se alimenta da imagem tanto quanto da música.
E mesmo assim, o domínio do texto torna toda a leitura bem leve e, principalmente, informativa. Por exemplo, você sabia que o famoso "duckwalk" do Chuck Berry foi criado para esconder um rasgo em sua roupa durante um show em Nova York?

Tem também as sacadas geniais, como a relação de Frank Sinatra com o rock, Brian Wilson e a criação do álbum Smile ou as "Pop Battles", batalhas entre discografias de duas bandas (e confesso que, entre todoas as batalhas feitas, só concordei com um vitorioso... o que não estraga em nada a diversão que é saber as opiniões polêmicas do autor). Tem também coisas como capas de CDs desenhadas, listas pops e o relato de um ano na vida de Pete Doherty e da Amy Whinehouse, além de citações a fatos históricos, ao cinema, à literatura e à vida do cartunista.
E cada desenho aumenta a vontade do leitor de ir atrás de tudo o que é citado!

Uma coisa que pode ser estranha aos leitores é o quanto o autor cita bandas francesas desconhecidas por aqui (afinal, ele é francês. dããã). Mas em meio a tanta coisa, elas acabam aparecendo naturalmente.
Mas vale a pena notar que o Brasil não é esquecido, com citações a João Gilberto, Tropicalismo, Cansei de Ser Sexy, Sepultura e aos Mutantes (mostrados como "os Beatles brasileiros").

Qualquer fã vai perceber a falta de alguma banda, ou a falta de informações de alguma banda que possa julgar importante (e que até rende uma piada no final do livro).
Mas o prefácio citado no começo deste post acaba justificando qualquer "falha".

Quase um Guia Dos Curiosos da música, o livro é obrigatório para qualquer fã de música, história, quadrinhos, rock...
Podendo ser colocado tanto na prateleira de livros quanto entre a coleção de discos.

Recomendadíssimo!!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Accio texto!


Ok, mais uma reciclagem de texto. Peço desculpas, mas não tive tempo de escrever nada bacana essa semana.
Prometo texto inédito da próxima vez.

Pior que esse texto já foi reciclado duas vezes. Eu o escrevi quando terminei de ler o sétimo livro do Harry Potter.

Espero que gostem...


Engraçado, quando eu disse que só voltaria a escrever quando tivesse algo realmente importante a dizer nunca achei que seria sobre isso que eu escreveria.

Há 7 anos (malditas coincidências), eu estava sentada na minha carteira na sala de aula e minha melhor amiga, entre milhares de assuntos que abordamos naquele dia ela resolveu me contar sobre um livro que ela tinha ganhado da avó e tinha adorado… Disse que eu precisava ler e me ofecereu o mesmo… e eu, sem imaginar onde estava me metendo, aceitei.
Eu li adorei me apaixonei viciei.
Livro após livro, a espera pelo próximo sempre me pareceu eterna… e minha vida parecia sem sentido sem saber o que viria após… engraçado esperar tanto por um livro que não duraria uma semana… 1 ano inteiro em uma semana, todos os tipos de sentimentos em 1 semana, amores e batalhas em 1 semana…
Eu nunca li aquele livro, eu vivi aquele livro… os medos, as dúvidas, as vitórias… eu estava lá. Não, a maldita coruja nunca trouxe a bendita carta, mas eu estava lá… você pode ter certeza.

E hoje, às 22 horas, depois de chamar a J.K. Rowling de todos os nomes possíveis (tantos os bons quanto os ruins), eu li a última página de todas… do livro e de toda aquela saga que por sete anos eu acompanhei.

Agora sinto uma sensação de dever cumprido, como se eu mesma tivesse acabado com o inimigo.

Mas um ao mesmo tempo um vazio me toma… uma sensação de ter pelo que esperar.

Post mais nerd (se bobear mais gay também) que eu já escrevi na vida.

Lembrem-se crianças, Draco Dormiens Nunquam Titillandus



PS: Quem disse que só o Brancatelli pode ser nerd?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O Dia do Curinga


Hans- Thomas era um garoto norueguês quase como todos os outros.

Quase porque não é todo garoto que sai viajando de carro pela europa para encontrar sua mãe, aliás… não são muitos que a mãe foi para Atenas com o propósito de se encontrar.

Mas lá estava ele junto de seu pai, um ex-marinheiro e filósofo amador, encarando as estradas atrás da mulher de suas vidas.

Mas em dado momento tudo em suas vidas ficou mais estranho ainda, o encontro com um anão muda totalmente o rumo da viagem, pelo menos para o pequeno Hans-Thomas.

E essa é a premissa do meu livro favorito O dia do curinga.

Jostein Gaarder consegue nesse livro superar o que mais me irrita no, também de sua autoria, O Mundo de Sofia: As aulas de filosofia e o final.

Não pensem que Jostein se livrou da filosofia nesse livro, longe disso… Hans-Thomas tem boas lições filosóficas ao longo da história, mas todas com o formato de conversa de pai e filho. Com esse formato mais informal fica mais gostoso e fácil para o leitor.

E o final, que no Mundo de Sofia me fez querer tacar o livro pela janela (mas foi impossível já que o exemplar não era meu), é menos surpreendedor porém mais divertido.

O livro tem o esquema muito similar ao seu antecessor, a mistura de histórias e a capacidade de entrelaçá-las é uma grande qualidade de Jostein.

Além de tudo faz pensar sobre a vida e faz cada um de nós querermos ser um Curinga.

E foi com esse livro para rir, chorar e pensar que Jostein Gaarder conseguiu superar J.K. Rowling e colocar O dia do Curinga no número 1 da minha lista.


[esse texto foi originalmente escrito para meu blog Uma Lhama, então se você já o leu... sorry!]