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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Breves Considerações Sobre A Semana Que Passou...

Post rápido de alguém que está morrendo de sono e deixou para escrever minutos antes de postar por aqui...
Então, apresento algumas considerações feitas durante a semana:

- O novo CD do Fall Out Boy é beeeeeeeeeem bom! Talvez falte dois ou três hits para se comparar ao album anterior, o Infinity on High... mas, como bem concluiu minha colega de blog, é engraçado perceber que a banda não faz um album igual ao outro, e esse novo não foge à regra. Ainda assim, que nem nos CDs anteriores, o destaque fica com as letras divertidas e com o vocal fodíssimo do Patrick Stump (também conhecido como "o gordim da Renatinha").

- Kevin Smith é Deus!!! Sei que não tem nada a ver com música, mas... bom, eu precisava expressar isso por aqui!

- To desde ontem escutando o Alone II: The Home Recordings of Rivers Cuomo , continuação direta do Alone: The Home Recordings of Rivers Cuomo (dãã), que conta com gravações caseiras, primeiras composições e até covers feitas pelo líder do Weezer! Não consigo ainda saber se esse segundo volume é melhor que o primeiro, mas tem sérias chances de ser (principalmente pq, enquanto o primeiro volume tem covers do Gregg Alexander, do Dion e do Ice Cube, esse tem uma cover de Don't Worry, Baby... o que praticamente já garante o CD!). As melodias grudam na sua cabeça, algumas até mesmo na primeira audição. Afinal... na essência, o Weezer É o Rivers Cuomo! Não dava pra esperar menos.

- Cara... eu finalmente me dei conta que no dia 22 de março eu estarei assistindo o Radiohead AO FUCKIN VIVO!!! Quer dizer, eu... Thiago Brancatelli... estarei vendo o Radiohead... Thom Fuckin York, Jonny Greenwood e companhia... ao vivo... na minha frente, pessoalmente, em carne e osso!!! Na época do show, podem esperar um artigo especial sobre a banda por aqui... e se eu sobreviver ao show, podem esperar um artigo depois, também! (sim, sou groupie meeeeesmo!!!)

- Correm boatos que o Los Hermanos voltará em 2009, segundo o que o próprio Rodrigo Amarante disse para um fã num show do Little Joy. Ao que parece, os 4 vão se reunir para uma apresentação especial e logo depois entrarão em estúdio para produzir o quinto disco da banda. Pergunte-me se eu estou ansioso...!

- E falando no barbudo, o Little Joy já confirmou que estará no Clash Club, aqui em São Paulo, no dia 28 de janeiro. Não sei quanto a vcs, mas eu já to lá...


Com tudo isso, ainda fica a pergunta...
Quem foi que se passou por aqui durante a semana, mesmo...?
Madonna-quem???

Ah, não devia ser importante...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Review - Red Album, do Weezer


"8 das 10 faixas do próximo CD do Weezer vazaram na Internet nos últimos dias. Eu queria escrever nesse post minhas primeiras impressões, mas vou deixar para falar sobre isso no dia 3 de junho, quando o "Red Album" for devidamente lançado. Basta dizer que... bem... é um Weezer BEM diferente do que estamos acostumados a ouvir... E, na minha opinião, isso é simplesmente ÓTIMO! Estou orgulhoso deles..."

Eu escrevi esse trecho algumas semanas atrás.
Na época, eu tinha escutado as 8 músicas umas duas ou três vezes.
O disco foi lançado alguns dias atrás... isso é, além das 8 músicas vazadas, ainda tivemos a chance de escutar duas músicas "oficiais" e outras 4 lançadas na versão Delux do CD.
E agora que eu já escutei as músicas alguns milhões de vezes, acho que já estou pronto pra escrever um review honesto e imparcial...
E é com toda essa honestidade que eu me sinto capaz de dizer:

Esse é o album que eu esperava desde o longínquo Pinkerton!!!!!

É fácil perceber agora que o razoável Green Album, o péssimo Maladroit e até o bom Make Belive eram apenas brincadeiras perto da qualidade desse Red Album. Ainda que cada disco tivesse sua cota de "clássicos" (Hash Pipe, Keep Fishing, Perfect Situation...), o sexto album da banda é um passo adiante de todos esses.

- O album abre com Troublemaker, animada e extremamente bem-humorada , com um vocal perfeito do Rivers Cuomo na pele de um rock-star prepotente e egocentrico! A música tinha sido a escolhida para ser o primeiro single do novo CD, mas a banda preferiu deixa-la como faixa de abertura.
- A "prepotência" continua na faixa seguinte, devidamente chamada The Greatest Man That Ever Lived. A música, de quase 6 minutos, só pode ser definida com uma palavra: Épica! Parece que a cada 30 segundos a música ganha um andamento diferente, indo desde um gangsta-rap até um coral a capela no melhor estilo Beach Boys (contei 10 estilos diferentes). É sério, só conseguirá entender este parágrafo quem escutar a música. Algo que eu nunca imaginaria escutar na voz do senhor Cuomo. A letra perde um pouco do sarcasmo da faixa anterior e ganha mais crítica. Um Weezer crítico? Exatamente, como prova a próxima música...
- Pork and Beans é o primeiro single e também a terceira faixa do CD. Acho que tudo o que eu podia falar já foi falado nesse post aqui - http://twocoldfingers.blogspot.com/2008/04/volta-dos-nerds.html - mas preciso dizer outra coisa... meu Deus, essa música é perfeita!!! Rivers Cuomo abandona o personagem convencido das canções anteriores e cria um retrato sincero da industria musical de hoje. O resultado é uma crítica bem divertida aos produtores e às gravadoras que tentam moldar o artista até criar a imagem mais comercial possivel.
- Em seguida vem Heart Songs, onde Rivers canta como se estivesse refletindo sobre tudo o que formou o músico que ele é hoje. Desde suas influências até a gravação do primeiro album... e passando por uma homenagem ao Nevermind, do Nirvana, provando o quanto a banda grunge foi importante para o surgimento do Weezer. A melodia é bem simples, mas de uma beleza discreta que, quando notada, torna esta uma das melhores baladas já criadas pelo grupo. Vejo essa canção como uma continuação direta da música In The Garage, do primeiro album da banda.
- Muita gente disse que a quinta faixa, Everybody Get Dangerous, é uma tentativa do Weezer de ser um Red Hot Chili Peppers. Eu juro que não entendi essa afirmação. É uma música divertida, engraçada, que não foi feita para ser levada a sério (apesar do final humoristico-filosófico). Foi criada para o filme Quebrando a Banca, mas não foi incluida na trilha sonora. Lembra muito uma fase mais despretensiosa da banda, assim como a próxima música...
- Dreamin tem uma letra ingênua, como se fosse uma criança refletindo sobre a vida. A melodia já não segue esse caminho, principalmente a partir do momento que a voz do baixista Scott Shriner aparece na música, em sua parte mais calma. Na minha opinião, a melhor do CD!!!
- Though I Know é cantada pelo guitarrista Brian Bell (a música foi escrita por ele para seu projeto paralelo, o The Relationchip). É divertida, mas nada surpreendente...
- Assim como Cold Dark World, cantada por Scott Shriner. A música não decola em nenhum momento, a letra em certos momentos não encaixa muito bem na música... não é uma canção ruim, mas quebra demais o ritmo do album.
- A nona faixa é Automatic, simpática mas cansativa, cantada pelo baterista Pat Wilson. Mesmo assim, tem alguns riffs bacanas de guitarra e levantam o astral depois do desanimo causado pela música anterior.
- A última música do CD, como é de costume do Weezer, é uma balada. Mas ainda assim, é uma balada totalmente diferente de qualquer balada já criada pela banda. Ela começa extretamente calma e leve, apoiando-se durante boa parte de sua duração em uma mesma melodia, meio arrastada... mas acompanhada sempre por um "crescente" instrumental, que culmina em uma distorção final e um peso inimaginavel no começo da música.

- E chegamos à primeira faixa-bônus, e... meu Deus, que música é essa??? Sem nenhum exagero, uma das melhores músicas do Weezer que eu já escutei na vida!!! É sério!!! Uma das letras mais inspiradas, românticas e divertidas já escritas por Rivers Cuomo!!! Uma das melodias mais intensas, ricas e pegajosas já tocadas pela banda!!! Merecia estar num lugar de destaque no CD oficial, e não em um disco que só os mais afortunados financeiramente poderão comprar!!! Uma música que merece todos os pontos de exclamação escritos aqui neste parágrafo!!!!!!!!!
- Agora só me expliquem uma coisa: como alguém consegue criar uma música tocante sobre... UM PORCO? A segunda faixa-bônus é exatamente sobre isso. A vida de um porco, dos tempos que ele brincava com seus amiguinhos na lama até seu leito de morte. E a música é boa! É muito boa!!
- Quanto à próxima faixa-bônus, The Spider... eu confesso, achei meio entediante. Mas não escutei muito essa música, então talvez eu apenas precise de mais tempo.
- O bônus da versão Deluxe fecha com a canção King, cantada de novo por Scott Shriner. Ela parece meio chatinha no começo, mas me pegou de jeito a partir da sua metade. E posso dizer que é sim uma ótima música! Fecha com chave de ouro essa versão do Red Album.

Eles amadureceram!
De 1994 pra cá, o Weezer criou uma máxima entre seus fãs:
Até mesmo quando o Weezer é ruim, ele é bom!
Depois de provar o rock de garagem no Blue Album, um album mais pessoal em Pinkerton, o pop simples no Green Album, o heavy metal no Maladroit e uma "volta às origens" no Make Belive, o Weezer agora se mostra uma banda mais complexa e completa, unindo tudo aquilo que aprendeu depois de 17 anos desde a sua formação em um único album.

Desde o bom humor mostrado tanto na capa quanto nas letras até devaneios melancolicos sobre a morte...
Desde uma crítica ao mercado fonográfico até uma revisão de toda sua carreira...
Desde um amor por uma secretária até o amor por um anjo...
Desde o mundo sendo visto pelos olhos de um homem maduro até o mundo nos olhos de uma criança...
E até de um porco!

A banda, antes refletindo sobre como era ser um nerd desajustado, agora mostra como é ser um ídolo musical... mudança essa que eles conhecem muito bem!
Rivers Cuomo não tem mais todo o controle criativo da banda; todos compuseram e todos cantaram no Red Album, com alguns resultados surpreendentes, outros nem tanto.
E é exatamente isso que queriamos ver no Weezer!
Eles se arriscaram, de um jeito que só haviam feito durante a passagem do primeiro para o segundo CD.
Do mesmo jeito que a crítica destruiu o album Pinkerton, ela não vem sendo muito favorável com esse sexto album da banda...
Anos depois, Pinkerton foi considerado um dos melhores da década, até mesmo por seus detratores...

O que vai acontecer com o Red Album?
Isso só o futuro pode dizer...

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Post semi-relâmpago (e atrasado)!


Eu também ía fazer um post relâmpago devido ao feriado cheio e cansativo, mas as notícias não colaboraram muito.
Só uma que é muito muito muito legal e quero compartilhar com vocês (mas vou ser breve porque também estou num momento "ahhh que preguiça...")

Senhoras e senhores... SAIU O CLIPE DA MÚSICA NOVA DO WEEZER!

Tenho que dizer que genialidade e senso de oportunidade é pouco pra descrever.
Eles usaram todos os fenômenos do youtube que você deve conhecer pelo menos uns 3 e criaram um clipe.
Tem Coca+mentos, tem o fã revoltado da Britney,...
Acho que o clipe encaixa perfeitamente com a letra da música... Ficou foda.
Isso!
Essa é a palavra que define o clipe: foda!

Bom, veja você mesmo e diga o que achou.

PS: Mas a melhor coisa do clipe é o bigodinho estiloso do Rivers Cuomo! ;)

quarta-feira, 30 de abril de 2008

A Volta dos Nerds...



Pra mim, tudo começou no ano de 2001.
Eu estava no meu primeiro colegial, época em que eu passava 90% do tempo com um fone enfiado nos ouvidos, no fundo da sala de aula. Naquela manhã em particular, na pressa de sair de casa, afanei o cd-player do meu irmão sem nem olhar o que tinha dentro. Já dentro do colégio, iniciei meu ritual: Me sentei na carteira mais ao fundo, apertei a tecla on e fechei os olhos.
E foi aí que toda a minha mentalidade musical começou a tomar forma.
Até aquela época, tudo o que eu escutava era aquilo que fazia sucesso. Aquilo que tocava no rádio. Eu nunca tinha "descoberto" uma banda, nunca tinha ido atrás das coisas que eu gostava. Minha noção de "indie" ou "alternativo" era basicamente NULA!!! Eu escutava coisas como Nirvana, Blink 182, Silverchair... mas não tinha a mínima base para entrar em uma discussão sobre música. Meu CD favorito por exemplo, se bem me lembro, ainda era o Dookie, do Green Day... mais clichê, impossível!!!
E lá estava eu, sozinho, escutando a banda que mudaria para sempre a minha vida.

O CD se chamava Pinkerton, e era o segundo album do Weezer, lançado em 1996.
E foi então que um novo mundo se abriu para Thiago Brancatelli!


Hoje, 7 anos depois daquela manhã, o Weezer está prestes a lançar o seu sexto album.
Mas diferente daquela manhã, hoje eu já conheço bem a banda.
Conheço todos seus CDs, conheço toda a sua história, seus integrantes e suas músicas.
Conheço os métodos de composição, as influências e as canções nunca lançadas.
Conheço os nomes dos baixistas que saíram e dos que entraram na banda.
Conheço seus sucessos e seu fracassos.

E mesmo assim, eu simplesmente ainda não sei o que esperar desse novo CD!!!

Eu já senti orgasmos multiplos escutando coisas como o próprio Pinkerton, ou o Blue Album... mas também já me decepcionei profundamente com porcarias como o Maladroit (quarto album do grupo).
Sei que, quanto mais eu esperar, maiores são as chances de eu sair frustrado.
E é nessa parte da história que eu me ferro:

Agora no começo de abril, a banda liberou na net o primeiro single do CD, chamada Pork and Beans, que pode ser ouvida no site www.weezer.com .
E preciso ser sincero com vcs e comigo mesmo...

É simplesmente IMPOSSÍVEL não esperar demais do CD depois de ouvir uma música dessas!!!!

A música tem tudo aquilo que fez do Weezer uma das maiores bandas dos anos 90.
Letras com um humor sarcástico e ácido... uma melodia pop leve e alegre que explode no refrão distorcido e grudento... "segundas vozes", tanto no refrão quanto fazendo coisas como "hey, hey" no decorrer da música... tudo isso para criar uma música com a marca Weezer, daquelas que vc, mesmo sem perceber, começa a assoviar na fila do supermercado ou debaixo do chuveiro.

Sei que não posso me empolgar por causa de uma simples música.
Mesmo o já citado Maladroit tinha músicas boas, como Keep Fishing por exemplo.
E o último album da banda, o Make Belive, apesar de não ter nenhuma música ruim, também era apenas uma caricatura do que a banda foi nos dois primeiros CDs.
Sei que é esperar demais que eles cheguem novamente à genialidade de coisas como Say It Ain't So, Only In Dreams, Across The Sea ou Falling For You... afinal, se o novo CD estiver no nível do Make Belive já será um alívio.
Mas seria legal ver o Weezer de volta com a glória do passado.

Ou eu sou apenas um fã velho, chato e nostálgico.
Vai saber...


PS: engraçado notar que a letra de Pork and Beans fala exatamente sobre como "fazer sucesso", como ser "cool" nos dias de hoje (cuidar da aparência, fazer o que o público quer, chamar o Timbaland para produzir seu disco) ... culminando no refrão em que Rivers Cuomo diz que não precisa provar nada a ninguém, que finalmente está bem com seu "eu" interior e que não dá a mínima para o que os outros pensam!!!
Resumindo, a verdadeira aula de como ser "cool" está no refrão.

Ok, sr. Cuomo... eu entendi o recado!
E que venha o novo Cd...