quinta-feira, 17 de maio de 2012
Pensamentos aleatórios e perdidos sobre um álbum do ano passado e para os quais ninguém mais deve dar a mínima
quarta-feira, 23 de março de 2011
My Angles

[Primeiro queria dizer que no dicionário do Brancatelli "comer poeira" deve significar "estar se dividindo entre trabalho, aulas de espanhol, tarefas de casa, atividades sociais e dormir". Não tá fácil, gente.]
O Brancatelli fez toda uma análise profuda sobre o Angles né? Eu até que nesse caso achei bom o texto dele vir antes, porque eu não tenho uma análise profunda para fazer... Eu só tenho como descrever a sensação ao ouvir o álbum e qual minha relação com ele.
Ao contrário de muitos álbuns, que me ganham com o tempo, Angles me perde com o tempo. Claro que o "me perder" nesse caso, seria não estar entre os meus CDs favoritos de todos os tempo. Mas mesmo assim...
A primeira vez que escutei foi "PORRACARALHOSTROKESJUNTOSDENOVOTÁMUITOBOMESSECDGRAÇASADEUS". Sério... Eu só estava MUITO feliz que o CD era bom. Escutei tudo... mas sempre com "aimeudeuselesvoltaram" na cabeça.
Só que a cada audição vai aumentando o número de "mas"... É um bom CD, "mas" não tem unidade. Essa é uma boa música, "mas" não gosto do rumo que ela pega. Gosto dessa guitarra, "mas" não tem a menor cara de Strokes.
Como disse o Brancatelli, o álbum está longe de ser ruim... Ao contrário, é um ÓTIMO álbum, que só uma banda incrível como Strokes, mesmo após tanto tempo, conseguiria fazer. Ele já se encontra entre as músicas do meu iPod.
A questão é um pouco essa... hoje, ele é mais um entre tantas músicas no meu iPod... E não deveria ser assim, um CD novo do Strokes deveria estar sendo tocado em looping no meu iPod desde que vazou! Mas não está... Algumas músicas até são passáveis, coisa inimaginável em alguns CDs anteriores para mim.
Eu acho que gostei mais desse CD do que o Brancatelli..., mas estou no aguardo do próximo já, tenho a impressão de que eles estão só aquecendo os motores para o grande retorno e que no próximo já teremos o bom e velho Strokes nos nossos ouvidos.
Senão, vou ter que começar a ouvir Rebecca Black...*brincadeira*
Fridaaaay, fridaaaay...
A verdade é que só de vê-los juntos, trabalhando nessa nítida tensão e fazendo músicas, talvez não tão parecidas quantos as de antes, mas com qualidade similar, já deixa meu coração cheio de alegria.
domingo, 20 de março de 2011
Angles

(Avisando que, como a Renatinha comeu poeira e não teve tempo de escrever o texto de hoje, a crítica do CD do Strokes fica por minha conta.. HÁ!)
Confesso, eu sinto saudade de quando o Arctic Monkeys era uma banda mais pop, menos sombria, cantando sobre garotas mimadas em pistas de danças e se divertindo com isso. Não que o Arctic Monkeys de hoje seja ruim.. ele é apenas um outro Arctic Monkeys.
Um amigo meu diz que ele gostava muito mais de Radiohead na época pré-Ok Computer. Ele entende que a banda evoluiu, procurou outros caminhos, atingiu uma certa maturidade criativa.. mas ele só prefere o Radiohead de antes.
Minha mãe gosta do Roberto Carlos. Mas principalmente da fase “Jovem Guarda”. A fase romântica é bacana, tem umas músicas lindas.. mas o que ela gosta mesmo é do Roberto roqueiro, dirigindo seu calhambeque, parando na contramão pra paquerar o broto displicente e levando tapas no cinema.
Esse é o espírito do novo álbum do Strokes.
Não é necessariamente ruim, tem umas músicas muitos boas..
Mas não é o Strokes que eu queria.
Há 5 anos atrás, depois de lançar seu 3º CD, o First Impressions of Earth, os integrantes da banda resolveram dar um tempo uns dos outros, por conta de um relacionamento já desgastado. Nas palavras do próprio Julian Casablancas, montar uma banda é a melhor maneira de acabar amizades. Assim, foi cada um pro seu lado.
O guitarrista Albert Hammond Jr. continuou seu elogiado projeto solo. O baterista Fabrizio Moretti juntou a namorada e o Rodrigo Amarante e formaram o Little Joy, banda que também teve participação do ex-companheiro de banda Nick Valensi, que por sua vez também gravou com Regina Spektor e Devendra Banhart. O baixista Nikolai Fraiture montou sua própria banda, o Nickel Eye, e o vocal Casablancas gravou seu ótimo álbum solo. E ficou claro que cada integrante quis manter uma certa distância musical do estilo Strokes em seus projetos.
O problema é que esse distanciamento não ficou apenas em seus projetos solos.
Neste novo álbum, Angles, a banda resolveu tirar das mãos de seu vocalista o monopólio criativo sobre as músicas e cada um contribuiu como bem queria. Daí o nome do álbum, mostrando que cada música mostraria um ângulo diferente dos Strokes.
E é aí que mora o maior problema do disco.
A visão do Julian criava uma certa unidade às músicas, unidade que simplesmente não existe mais. Não existe mais uma cara, uma identidade, o que existe são colagens, músicas que ficariam ótimas em um outro álbum que não um do Strokes.
"Machu Picchu" e "Two Kinds of Happiness" soam algo como um Phoenix (banda que sempre assumiu se inspirer no quinteto novaiorquino), enquanto que "Gratisfaction" bebe da fonte do Queen. "Call Me Back" tem um começo que mistura uma pegada Little Joy do Moretti com 11th Dimension, single solo do Casablancas. "You’re So Right" e "Metabolism" têm um peso incomum, enquanto que "Life is Simple in the Moonlight" é – pasme! - praticamente uma bossa-nova.
Ainda assim, Angles tem 3 legítimos momentos em que o Strokes não tenta ser nada além do Strokes. "Taken for a Fool" e "Games" poderiam se encaixar muito bem no 2º álbum do grupo, o Room on Fire. Isso sem falar na fantástica "Under Cover of Darkness", que reúne todos os elementos que fizeram do Strokes o que ele é, como se fosse uma colher de chá da banda aos fãs.
O único “retorno à fórmula” que Angles traz talvez seja o tempo de duração.
Diferente da pretensão dos 52 minutos do álbum anterior, o Strokes voltou aos 30 e poucos minutos dos dois primeiros álbuns, o que acaba sendo seu maior mérito. Desse jeito, o ouvinte sente vontade de repetir o álbum desde a primeira música e assim tem mais chances de se acostumar com essa nova cara da banda.
A gravação do álbum foi tensa, com várias mágoas ainda guardadas, cada um gravando sua parte no seu canto, uma experiência horrível segundo os próprios músicos, que eles não pretendem repetir no próximo álbum – que já está sendo devidamente planejado. Pelo menos, ao que parece, o prazer de tocar junto voltou à banda.
Em entrevista, o guitarrista Nick Valensi afirmou que ele sente que os Strokes ainda têm seu maior álbum guardado dentro deles, esperando para ser colocado para fora.
Eu, como fã, queria ver o Strokes do começo dos anos 2000 de volta. O Strokes despretensioso, com guitarras sujas, músicas simples e diretas e simplesmente divertidas.
Repito que Angles não é um álbum ruim.
Tem ótimas músicas, é corajoso no sentido de ir contra expectativas (para o bem ou para o mal) e sacia um pouco a sede por material inédito.
Mas a minha esperança é que o próximo álbum do Strokes seja, diferente de Angles, exatamente o que o nome diz:
Um álbum do Strokes.
É pedir demais?
.
domingo, 13 de março de 2011
A pocket full of subjects

Nossa... esse blog ficou cheio de confusão e textos do Brancatelli, né?
Vim salvar vocês da monotonia de textos bem escritos.
Depois de passar uma semana na lindíssima Irlanda e ter dois dias corridos de trabalho+aula de espanhol, tive um fim-de-semana onde dormi 60% do tempo, não saí da cama em 30% e saí de casa em 10%.
Mas nesses últimos tempos aconteceram muita coisa, eu dei uma chance para a tal de Jessie J... que é "menos pior" do que imaginava. Ela tem uma boa voz, algumas músicas são super toscas, mas outras tem potencial.
Também comecei a ouvir Janelle Monáe, que é SENSACIONAL! Recomendo do fundo do meu coração.
Fora a linda da Adele, que eu ouvia em todos os lugares em Dublim, né? A Adele foi minha melhor descoberta recente.
Musicalmente falando tem o novo álbum do The Strokes, que acabou de vazar. Eu ainda não ouvi, o download acabou agora. Mas devo dizer que das músicas que foram liberadas, achei bastante promissor. Acho que estou livre do medo de uma decepção. Mas prefiro ouvir todas as músicas antes de um parecer final. Aguardam até segunda que vem.
Eu ando vendo muitas séries, muitas mesmo.
As de sempre como Supernatural, How I Met Your Mother, Modern Family,... Todas que eu recomendo e se vocês não assistem é porque são bestas. =P
Comecei faz um tempo a ver Being Human versão americana. Eu tentei ver a versão britânica antes e achei os personagens pouco carismáticos, o que é consertado na versão US, na minha opinião. Recomendo ver o primeiro ep das duas e comparar.
Também comecei a ver Secret Diary of a Call Girl, com a Billie Piper (ex-namorada do Richie do Five e ex-companheira do Dr. Who). São eps curtos, divertidinhos, com pitadas de drama. Muito bom. Se você gosta de uma boa adaptação de uma história real combinada com episódios lotados das paisagem londrinas, go for it.
A nova temporada de Skins está bem fraca, com uma vibe mais Malhação e menos sexo,drogas e roquenrou, mas tem mais personagens cativantes que a edição anterior. Recomendo se você tem tempo livre.
Tem também a nova série do Matthew Perry, Mr. Sunshine. It ain't no Friends, claro... mas é beeeem bacaninha. Devo dizer que infinitamente melhor que a do Matt Le Blanc. Vale a pena conhecer e passar do primeiro ep, que ela vai ficando melhor.
E siiiiiiim, saiu o primeiro ep da Camelot... Hummm... o que dizer sobre essa série. Não consegui muito definir... Não é ruim, mas preciso de mais episódios para dar minha opinião. Mas entre o primeiro ep dela e Merlin... Merlin ganha num piscar de olhos. Ok, são duas vibes diferentes, mas mesmo assim...
By the way, nessa foto do post vocês podem ver os Cliffs of Moher.
.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
É Confete Demais?

Saiu ontem o single novo do Strokes.
E independente de ser bom ou ruim, o que eu mais vi foi gente perguntando por que tanto confete pruma simples música.
Vou tentar explicar por aqui, com uma frase simples e direta:
O Strokes foi a coisa mais importante surgida no cenário musical desde o Nirvana.
Isso não é questão de gosto musical.
A música seria muito diferente hoje se não fosse aquele primeiro (e fantástico) disco da banda, o Is This It, de exatos 10 anos atrás. Foi ele que deu o pontapé inicial para que o indie se tornasse o que o rock psicodélico e o punk foram nos anos 70, ou o que o heavy metal e o hard rock foram nos anos 80, ou o que o grunge foi por boa parte dos anos 90.
Nascido como "a salvação do rock" sem ter a pretensão de salvar coisa nenhuma, o Strokes levou para o chamado mainstream o som de garagem, sujo, com cara de mal-produzido, que acabou influenciando meio mundo que veio depois deles e fez do chamado indie o som mais ouvido por qualquer jovem roqueiro. Mais que isso, ditou toda uma moda adotada por seus seguidores.
Cabelo, roupa, música, atitude, o Strokes personificou e globalizou tudo isso.
É por isso que, 5 anos depois do seu último álbum lançado, o novo álbum - Angles - é tão esperado.
Como nenhuma outra banda dos últimos 10 anos, o Strokes é reverenciado por toda uma geração, a banda que deu o pontapé inicial para tudo aquilo que veio depois.
E com toda razão.
E quanto ao single..
Ao que tudo indica, a espera valeu a pena.
Under Cover of Darkness é tudo aquilo que os fãs esperavam. Rápida, direta, crua em toda sua aparência, gritada, dançante, com uma letra pessoal, guitarras frenéticas, bateria empolgante e um baixo que dita todo o ritmo.
Uma sonoridade que mistura os 3 álbuns anteriores e até o álbum solo do Julian Casablancas. Um amálgama de Last Nite com I Can't Win e a maturidade do último CD.
É tudo igual e tudo diferente.
E é tudo muito bom!
O Strokes volta com a antiga aura de "a salvação do rock", mas com uma responsabilidade muito, muito maior.
Dar aos fãs um trabalho que faça jus ao nome da banda e aos anos de espera.
Se depender deste primeiro passo, eles estão no caminho certo.
.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Ouvir ou não ouvir, eis a questão?
Eu passei os últimos tempos tentando não pensar no assunto e nem criar expectativa. Olha, se tem coisas que são difíceis para mim é não pensar em algo e não criar expectativas.
Do que estou falando? Estou falando da tão aguardada/temida/demorada volta do The Strokes.
Depois de toda uma sensação de remake do 'Chinese Democracy', onde muito se falava sobre uma volta, mas nada de fato acontecia, eles finalmente entraram em estúdio.
Daí parece que gravaram, estavam produzindo, foram ouvir e pensaram "Affeeee, que isso?" e resolveram fazer tudo de novo.
Depois toda uma sensação e até comentários da banda de que o clima entre eles não era o mais amigável... Toda essa coisa foi criando um bolo no meu estômago e um medo do que poderia sair.
Possíveis capas, nomes e datas saíram e eu tentei não pensar sobre o assunto. Mas agora tinha um sample da música escolhida como single.
...
E agora?
Escuto ou não escuto?
Entenda, não era uma fã desnaturada e sim uma fã assustada. O Strokes foi a banda que fez um twist no meu gosto musical, que me abriu para novos estilos de música e que embalou noites e noites de reflexão sobre a vida com suas letras. Eles conseguiram ter 3 albuns ótimos, um diferente do outro, mas ÓTIMOS! Cada um tem uma estilo, mas o mais importante é que, você consegue ver Strokes em cada um deles...
Meu medo era que acontecesse, como com o Arctic Monkeys... não me leve a mal, o Humbug é ótimo, mas eu não escuto Arctic Monkeys, eu escuto uma banda diferente... e isso me fez perder um pouco da paixão. Mas isso não pode acontecer com Strokes! Não com eles... Eles são importantes demais para mim!
Bom, engoli o medo e escutei. São só 30 segundos. 30 segundos do primeiro single que se chamará "Under Cover of Darkness".
Ok... respira... aperta o play...
...
Todo o medo me abandonou e se transformou em alegria.
São 30 segundos inexplicavelmente ótimos!
Isso me acalma, mas por outro lado... me faz começar a criar expectativas.
A verdade é que teremos que esperar até março para descobrir se meu mundo entra em colapso ou se eu posso voltar a ser feliz tendo mais Strokes na vida.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
No! Why? Por que?

Uma notícia abalou o (meu) mundo essa semana: a matéria que saiu na Rolling Stone (que originalmente foi publicada no The Sun) sobre o novo álbum do Strokes.
Segundo a matéria, o Julian Casablancas teria dito que está havendo desacordo nas decisões sobre o cd e até teria dito a seguinte frase: "É estranho com a banda. Ter uma banda, na verdade, é uma ótima forma de estragar a amizade".
A matéria causou um leeeve frisson no mundo Strokiano, ninguém se abalou MUITO, na verdade. A maioria de nós sabe que o álbum já está em fase final e que o The Sun não tem lá muita credibilidade.
A parte do desacordo, na minha opinião, é plausível. Você coloca 5 caras diferentes, onde pelo menos 4 deles teve um projeto solo no hiatus da banda (aliás, 2 deles com projetos MUITO bem sucedidos e 1 deles prometendo muito sucesso) e manda eles gravarem juntos de novo... Levando em conta que antes as decisões da banda eram tomadas praticamente apenas pelo Julian. Como fica? Acha que ninguém vai querer dar pitaco, acha que todo mundo vai aceitar tudo quieto? Eu sinceramente acho que não existe um desacordo, mas que com certeza houveram discussões.
Já a segunda parte da história... Venhamos e convenhamos, quantas bandas existem por aí? E em todas elas será que ninguém é amigo de ninguém? Ok, conhecemos muitas histórias de brigas fenomenais entre membros de bandas (os Gallaghers não contam, eles brigam até com a própria sombra), mas muitas estão por aí há séculos e os integrantes são amigos.
Acho que o Strokes não se reuniria para fazer um cd se eles não fossem amigos, acho que eles não veriam propósito. Nenhum deles precisa disso. Albert estava ótimo sozinho, Fab estava indo muito com o Little Joy, Nikolai com um projeto elogiado, Julian com um álbum bacana a ser lançado e Nick... bom, o Nick estava feliz com sua mulher e seus filhos (e fazendo participações especiais).
O que nos resta é sentar e esperar, pelo visto bastante, porque o álbum do Julian não foi nem lançado ainda.
Ok, eu sei que vazou, mas vou esperar o meu chegar para comentar por aqui (ou não).
PS: Se você não entendeu o título do texto: http://www.youtube.com/watch?v=L5Z-RQ5a1cA
domingo, 13 de setembro de 2009
5 shows que não quero morrer sem ver.
Foi nisso que surgiu a idéia desse post:
O 5 shows que não posso morrer sem ver!
Ninguém no mundo deveria morrer sem ver sua banda favorita ao vivo.
E esse é exatamente meu caso com Strokes... não posso, não vou, não quero morrer sem vê-los ao vivo.
A oportunidade existiu, mas minha amada mãe achou que eu ainda era muito nova para ir no show sozinha. E aqui eu fico, amargurando minha ausência naquele lindo Tim Festival.
Eles não precisam fazer nada de mais... basta simplesmente entrarem, tocarem e sairem fora. Pronto! Melhor show da minha vida prontocabô.
Tenho fé em vê-los em 2010 ou 2011.
Julian e Fabrizio tem uma forte conexão com o Brasil, além do mais o Fab teve boas experiências com o Little Joy por aqui.
Boto fé.

- Foo Fighters
Dave Grohl é simplesmente O cara.
O carisma dele transborda, ele é engraçado, talentoso e tem uma das bandas que eu mais adoro.
Depois que eu os assisti na TV se apresentando no Rock in Rio, me decidi: Preciso ver FF ao vivo.
É tanta energia, tanta vontade de não ficar parado, tanta música na ponta da língua pra cantar a plenos pulmões.
Eu realmente não sei como eles ainda não voltaram pra cá. Dave Grohl disse ter adorado o show do Rio.
Eu definitivamente preciso ver FF ao vivo antes de morrer.
Sério, preciso escrever aqui por que eu iria querer ver o Weezer ao vivo?
Música boa e banda divertida.
Aliás, música MUITO boa e banda MUITO divertida!
Simplesmente é uma daquelas bandas que você TEM que ver.
"Ai que emo..."
VTNC.
Eu tenho o dvd do show de Phoenix e ADORO. Pro show ficar melhor ainda, a dica é dar uma ignorada no baixista, o Pete... o que é um pouco complicado porque ele ama aparecer, mas assim que você consegue focar em qualquer outra coisa vê um show MUITO bom.
E poxa, preciso fazer todos meus agudos "à la Patrick Stump" ao vivo.
Taí um show que deve ser muito animado.
Não que eles pareçam ser as pessoas mais animadas do mundo, mas só as músicas me fariam pular e cantar muito.
Se na balada quando toca fico louca demais...
Imagina ao vivo? "I found out... your going out with him!!!".
Taí um show que eu voltaria sem voz.
domingo, 9 de agosto de 2009
E o projeto solo do Julian hein?

[TCF informa: Brancatelli, como bom analfabeto digital, teve problemas com seu post de quinta (insira seu trocadilho aqui:__________), então além de ficar sem sobremesa por 5 dias, ele está condenado a ter um post a menos que eu. MUHAUAHUA!]
Eu assumo: não fazia a menor ideia do que escrever aqui até 5 segundos atrás.
Vamos combinar que nessa semana não aconteceu nada muito incrível no mundo da música. Eu poderia fazer um longo texto sobre minha revolta com os preços dos shows que estão para acontecer nas terras tupiniquins, sabe... porque uma pessoa que pagou QUARENTA reais para ver The Hives acha um absurdo pagar DUZENTOOOOS para ver The Killers e CEEEEEEM para ver Little Joy (ainda mais levando em conta que eu já paguei TRINTINHA para vê-los).
Mas aí você poderia comentar dizendo "Renata, você tá reclamando do que hein? Você já viu as duas bandas...".
Tem também uma tal de uma música da Pitty que o Brancatelli (sim, ele é o encarregado do twitter mais legal do Brasil: @twocoldfingers) está fazendo questão de twittar para ninguém escutar porque é um lixo... Mas como eu segui o conselho dele e nem ouvi, não tenho muito o que declarar além do fato de que para mim 99,9% das coisas que a Pitty faz são um lixo.
A essa altura eu já corria em círculos pedindo aos céus que me desse uma luz, um assunto, uma coisinha que rendesse uns 2 parágrafinhos pelo menos...
Eis então que me dei conta que eu tinha sim um assunto!
Como assim eu não tinha vindo comentar isso aqui?
Logo com vocês, meus amados leitores...
COMO EU NÃO TINHA FEITO UM TEXTO SOBRE O PROJETO SOLO DO JULIAN CASABLANCAS???
Gente... Antes que vocês estranhem esse caps todo... Julian é o principal letrista e vocalista do Strokes e essa é minha banda favorita do universo.
Eu nunca escrevi aqui sobre eles porque me soa bem bobo "recomendar" Strokes já que você pode gostar ou não, mas com certeza você já ouviu alguma coisa deles (ou não, talvez você more numa caverna com wi-fi, sei lá). Então estou esperando um momento em especial (lançamento do novo cd, oi) para fazer um texto sobre os nova-iorquinos do meu coração.
Você já ouviu músicas e teve a sensação de que aquelas letras estão saindo de dentro de sua cabeça? Pois é, é assim que me sinto com as letras do Julian.
Somos de mundos absurdamente diferentes, mas as frases dele fazem tanto sentido pra mim... Sei lá, surreal sabe?
Bom a questão é que... veio o hiatus do Strokes.
Vieram todos os projetos paralelos dos outros integrantes, até do baixista caladão Nikolai.
E o Julian? Nada.
Fez comercial, abriu restaurante,... mas nada de projeto solo.
O que me deixou mais ansiosa foi o fato de que Julian afirmou que após o último cd estava sóbrio e que se manteria assim pra sempre, entenda que isso significa muito... Julian passava quase o tempo todo bêbado.
E isso me causou uma leve curiosidade, e até medo, de como isso refletiria nas letras dele.
Esse ano fora anunciada a tão esperada gravação do quarto cd da banda e quando todos descartaram algum projeto solo do rapaz...
TA-DAAAAAA!
Surgiu do nada o Phrazes For The Young.
Sim, é assim que se chama o álbum do Julian.
Porque logo agora? Porque quase grudado nas gravações do cd?
Ninguém sabe.
Minha expectativas?
Só tenho a sensação de que não irei me decepcionar.
Julian diz que o legal de trabalhar solo é poder correr atrás de por em prática qualquer ideia maluca que lhe der na telha... Bom, eu deveria ter medo das ideias malucas dele não?
Acho que não.
Nos primeiros cds do Strokes, mesmo com os outros integrantes, todos dizem que quem apitava mesmo era o Jules... Então sinto que posso confiar no que vem por aí.
Curiosa?
DEMAIS.
No site oficial do Julian (pode clicar, campeão!) temos uma prévia de uma música e ela me deixa otimista em relação o que vem.
Em setembro
Mas o Julian não precisa se preocupar, mesmo que o cd seja uma porcaria, nosso casamento continua confirmado. =P
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Little Joy

Se você é um fã de Strokes, ou de Los Hermanos... ou até simplesmente antenado em música (leia-se "leu o último post desse blog") , já está sabendo da banda que acaba de disponibilizar 4 músicas em seu myspace.
Uma 'pequena alegria' para esses fãs curiosos que aguardaram ansiosamente saber qual seria o resultado da mistura entre um 'stroke' e um 'hermano'... Little Joy foi o nome escolhido pelo trio que conta com a atual namorada de Fabrizio Moretti, Binki Shapiro. E cá entres nós esse nome combinou muito com o projeto.
Cada música tem uma 'pegada' diferente... uma você diria que tem mais dedo do Fab... outra você acha a cara do Amarante... Mas todas são muito agradáveis aos ouvidos e até divertidas de se ouvir... A voz do hermano cantando em inglês deixa as canções aconchegantes. E todas as músicas liberadas tem cara de coisa antiga...
No One's Better Sake tem uma pitada de reggae que, por incrivel que pareça, não me faz odiá-la!
Brand New Day (uma das minhas favoritas) tem uma cara feliz, 'agitadinha',... coloca um sorriso no rosto sabe?!
With Strangers traz uma sensação de fim de um dia quente, uma coisa meio pôr-do-sol... (não vai achando que é algo meio Jack Johnson não! Não tem nada a ver!) Um violãozinho gostoso, voz arrastada e um corinho de fundo.
E a mais recente Keep me in mind (que não tem no myspace, mas eu tenho-o-o!) conquistou meu coração de cara com uma batida divertidinha de bateria.
Ainda faltam 7 músicas, sendo uma delas em português... Eu já tenho uma versão que seria meio demo, que é só voz e violão... é bem bacana também.
O cd sai em 4 de novembro e promete!
Só não decidi o que me deixa mais orgulhosa... o Fabrizio não negando a terrinha e trabalhando com um brasileiro ou o Amarante conquistando o mercado exterior! :)
domingo, 27 de julho de 2008
My Drive-Thru

A Converse (aquela que faz o All Star) está completando 100 anos e juntou vários artistas para criar músicas e participarem dos comerciais comemorativos. Entre os escolhidos Julian
Quando eu li isso pensei "Oh yeah, baby... Finalmente o Julian saiu da toca!", mas fiquei um pouco chocada ao perceber que os outros fãs de Strokes não reagiram da mesma forma... Tirando as groupies (não me excluo completadamente delas) que escreviam em caps "AILMELDES, LINDOGOSTOSO!", os outros faziam comentários chamando o rapaz de "Vendido", "Mercenário", etc.
Mas ainda completavam com coisas como "bom, vamos ver no que dá...".
Mas aí veio a gota d'agua para os fãs radicais...
Julian Casablancas trabalharia com Pharrell e Santogold!
Sim... aquele Pharrell que tem um grupo de rap, aquele Pharell que faz música com Snoop Dog, é...esse mesmo!E Santogold, uma cantora pop que 'táquetá'!
Aícabô né?!
A galera enlouquecida, saiu com tochas na rua., fez passeata até Nova Iorque, queriam enforcar o Julian... Exagerei.
Mas aí decidiram que ele era vendido MESMO, já que além de fazer música para um comercial ele trabalharia com um rapper...
Não sei da onde que as pessoas tiram esses preconceitos musicais absurdos... A maioria delas nunca deve nem ter ouvido uma música do Pharrell e da Santogold, fica julgando apenas pela imagem deles.
Pois o Julian já, e faz um bom tempo que ele declarou que gostava muito da música deles e gostaria de trabalhar com eles um dia.
Ok, pra quem não sabe...
Pharrell é cantor, produtor e compositor. E se querem saber eu acho que eles faz as 3 coisas muito bem! E não sou só eu, já que com seu projeto The Neptunes ele já ganhou 3 Grammys entre 10 indicações. Ele também tem seu pézinho no rock, já que produziu o último cd do Hives.
Santagold é uma cantora pop que é descrita em muitos lugares com uma mistura de M.I.A com Strokes. Também entrou na lista da NME das 50 pessoas mais 'cools' da música.
Engraçado como esse preconceito parece ser coisa de roqueiro raivoso, já que não vi nenhuma fã do Pharrell dizendo "aimeldels, esse cara pirou...Tá gravando com aquele maluco do Strokes!"
Acho que o Julian (assim como os outros dois) está num ponto da carreira dele que não tem que ter medo de ousar musicalmente falando (não que eu ache que qualquer artista deva ter medo disso), ele já veio e provou que é bom... E quanto a ser mercenário? Não preciso lembrar que o Julian é filho do ex-dono de uma das maiores agências de modelos e tem uma carreira extremamente bem sucedida com o Strokes né?! Dinheiro naquele bolso não falta...
Ficou curioso pra ver no que deu essa mistura?



