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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

A Queda de Carl Barât

E o Dirty Pretty Things que acabou!?
Loucura, né...?
Oi?
Nunca ouviu falar?
Não tem idéia do que se trata?

O Two Cold Fingers explica bem rapidinho, então...


Em 2004, o Carl Barât expulsa seu companheiro/melhor amigo Pete Doherty da banda que os dois fundaram, o Libertines. Ele chama o guitarrista Anthony Rossomando para ocupar o espaço vaziu na banda.

Em 2005, depois de perceber que Libertines não era Libertines sem o Pete (e depois de um show beeem morno e broxante aqui no Brasil, no Tim Festival), Carl resolve por um fim na banda. Nisso o baixista Jonh Hassall resolveu montar sua própria banda, a extremamente sem graça Yeti.

Ainda em 2005, Carl anuncia sua "nova" banda, com Gary Powell (ex-Libertines) na bateria, Anthony Rossomando (ex-Libertines) na guitarra e Didz Hammond (ex-Cooper Temple Clause) no baixo. A essa banda, deu o nome de Libertines 2 Dirty Pretty Things.

Em 2006 o Dirty Pretty Things lança seu primeiro álbum, Waterloo to Anywhere, que pode ser visto como um "Libertines sem coração"... mas que inexplicavelmente acaba recebendo ótimas críticas.

- inexplicavelmente não... afinal, todos os críticos britânicos estavam loucos para verem o sucesso do "lado bonzinho" do Libertines e a queda do "lado negro". Afinal, Carl Barât não agredia fotógrafos, não jogava seu próprio sangue em jornalistas e não colecionava audiências em tribunais britânicos. A divisão de "heróis" e "vilões" feita pela crítica inglesa foi a maior responsável pelas boas notas dadas a um CD inexpressivo, de uma chatisse imensa, onde se salvam umas 3 músicas. Mesmo com uma recepção desempolgada pelo público.

Agora em 2008 o Dirty Pretty Things lançou seu segundo album, o Romance at Short Notice... e menos de 5 meses depois, anuncia à revista NME que está se separando.


Carl Barât tem uma grande maldição...
Ele sempre viverá à sombra de Pete Doherty!
Quer a prova? Procure "Carl Barât" no Google Imagens e vc verá "Pesquisas relacionadas: Pete Doherty".
Procure "Pete Doherty" no Google Imagens e não terá nem sinal de seu antigo parceiro.
Mesmo tendo criado uma das mais influentes bandas dos últimos anos, mesmo tendo composto ótimas músicas, mesmo tendo saído como o herói do Libertines... Carl sabe que, mesmo que sua banda ganhanhe ótimas críticas, Pete Doherty sempre será visto como o gênio da dupla.
Quando diz que o Dirty Pretty Things está se separando para que seus integrantes possam perseguir novos projetos musicais, o que ele realmente quer dizer é que quer tentar fazer algo que o torne tão reconhecido quanto era no início dos anos 2000.

Verdade seja dita, Carl Barât e Pete Doherty se completam.
Carl nunca será tão bom quanto pode ser sem o Pete ao seu lado, e Pete nunca será tão bom quanto pode ser sem o Carl ao seu lado.
Como toda parceria musical, desde Paul McCartney e John Lennon, individualmente os dois podem até ser bons... mas juntos eles são mágicos!
Ouça Death on the Stairs e comprove.
Pura mágica.

O fim do Dirty Pretty Things reacende nos fãs uma esperança que tinha sido afastada tempos atrás.
A parceria Doherty/Barât pode ainda ser refeita.
Os "bons velhos tempos" podem voltar.

Afinal, qualquer um está à distância de um simples telefonema.