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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Suck It And See


Por Brancatelli

Tudo começou com a incapacidade de 4 adolescentes de Sheffield em colocar suas próprias músicas na Internet.

O barulho criado em torno do Arctic Monkeys já era alto em meados de 2004 quando, buscando preencher o vazio deixado pelo fim do Libertines, a Inglaterra voltou seus olhos à procura do futuro do rock britânico.
O "futuro" em questão, sem saber como colocar suas próprias músicas na Internet, contou com a ajuda dos fãs, a partir de demos distribuídas durante algumas apresentações. Não demorou para que o perfil criado no MySpace (sem o conhecimento da banda) começasse a levar cada vez mais gente aos shows e, claro, atraísse a atenção da crítica musical especializada.

O resto é história..


Agora, 5 anos após o lançamento do álbum de estréia - Whatever People Say I Am, That's What I'm Not - o Arctic Monkeys lança seu quarto disco, chamado sutilmente Suck It and See (uma expressão comum na Inglaterra, que significa algo como "dê uma chance").
E enquanto eu engolia em seco esperando (ou seria "temendo") uma continuação do álbum anterior, o Humbug, quem imaginaria que a banda iria por um caminho completamente diferente?!

Quem esperaria?
Bom, eu já devia esperar.
Acostumados em surpreender a cada música lançada, Alex Turner e companhia deixaram de lado os acordes sombrios e o clima arenoso do Humbug e criaram faixas cheias de "shalalalas" e "iéiéiés".

Não me levem a mal, o Humbug é um ótimo CD.
Mas não era, nem de longe, o CD que eu esperava do Arctic Monkeys.
Com forte influência do co-produtor Josh Homme e do clima desértico da Califórnia, onde foi gravado, o álbum tinha um clima carregado demais, sombrio demais, pesado, escuro.
Sempre que eu falava sobre ele, os elogios vinham acompanhados de um "mas".
Ótimo álbum, com ótimas músicas, mas..


Suck It and See é o CD que eu esperava do Arctic Monkeys.


Mais leve, mais pop, mais "acessível".
As letras de Turner marcam, em certos momentos, um retorno ao seu "estilo observador" dos dois primeiros álbuns, só que mais refinado.
Os riffs e as guitarras rápidas deram lugar a algo mais bem pensado, por assim dizer. Se a banda perdeu parte da energia que vinha a partir disso, ela acabou ganhando em harmonia. Cada instrumento parece ter um lugar exato em cada faixa.
Vemos então uma coleção de músicas que vai do rock à balada. Da experiência rítmica esquizofrênica à faixa final de apenas dois acordes. Do romance à ironia. De Sundance Kid a modelos topless.


Em seu quarto álbum, o Arctic Monkeys criou o meio termo perfeito entre os dois primeiros e o terceiro trabalho.
Se tivesse sido lançado entre eles, talvez tivesse tornado o Humbug um tanto mais facilmente "digestível".
Do jeito que aconteceu, a banda se aproxima de uma década de existência confirmando todas as apostas feitas quando suas músicas não passavam de uma demo distribuída nos shows.

Talvez até superando-as.

A expressão britânica "suck it and see" é como um convite. Arrisque. Experimente algo novo. Faça algo novo.
Alex Turner não fala mais sobre garotas em pistas de dança e questões adolescentes.
Suas composições cresceram e amadureceram tanto quanto os 4 garotos de Sheffield, que há pouco tempo não sabiam nem colocar suas próprias músicas na Internet.

Ao que parece, ele ainda tem muito o que falar.

Dê uma chance.

Arrisque.

.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Alex e seu primeiro Gradiente.


Olha, estou pronta para dizer algo que achei que nunca diria...


Eu gosto de Legião Urbana.



BRINKS!!!!1111

É mais chocante ainda, na verdade.


Eu ADORO o novo clipe do Arctic Monkeys.

É, sério...
Acho que o único clipe do Arcitc Monkeys que eu não acho "ok, whatever..." é Teddy Picker, mas até aí são eles no estúdio e na rua, fim.

Foi engraçado porque esse clipe estava escondido no site e ninguém achava essa budega, daí eles resolveram lançar oficialmente, só que no computador lá da agência a bagaça não carregava nem com reza brava... Quando eu cheguei em casa, a galere já estava toda louca comentando.

Quando eu assisti entendi o motivo...
O clipe é, ao mesmo tempo, nada que você esperaria dos Monkeys e nada menos do que você esperaria deles.

Enquanto eu e meus amigos estávamos achando genial, rindo e assistindo sem parar, me deparei com um monte de gente falando muito mal. Gente achando que uma banda do nível deles fazer algo assim é palhaçada, teve gente que mencionou até desrespeito com os fãs.
Disseram que quem gosta desse clipe é groupie que gosta de qualquer coisa que eles fazem, mas tô aqui como a prova viva de que isso não existe.

Primeiro que o Arctic Monkeys é a banda que mais adora levar a piada a outro nível - afinal, se vestir dos personagens do Mágico de Oz e de Village People para ir receber um prêmio não é lá muito convencional.

Segundo que a maioria dos clipes deles só faz sentido para eles mesmo, são idéias non-sense que eles acharam genial e eles nem se dão ao trabalho de explicar, e bom... explicar pra que?

Terceiro, agora que a música deles tem uma cara mais "séria" e que todo mundo resolveu rotular o Alex Turner de gênio, ele simplesmente está mostrando o outro lado das coisas. Quando eles eram mais moleques e mais descompromissados, os clipe eram sérios e tudo mais... conforme eles foram amadurecendo, acho que eles perceberam que podiam ousar mais nos clipes.

Além do mais, uma pessoa achar um monte de palhaço se espancando genial e não gostar disso? Não faz o menor sentido para mim.

Bom, mas acho que deixei você curioso para a o SENSACIONAL clipe de Cornerstone (tá, mesmo que você não esteja, assista o vídeo porque a música é linda!)...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Pseudo-Críticas


Esse artigo deveria ter sido postado na quinta-feira da semana passada.
Porém, por fatores que eu não quero (e nem consigo) explicar por aqui, meu texto - que já estava escrito, revisado e bonitinho - foi apagado sem dó do meu computador.

Mas como o Two Cold Fingers tarda, mas num falha (ou melhor, até falha... mas corrige na medida do possível), posto agora as fantásticas, as intrigantes e muito bem escritaaaas....


Pseudo-críticas de CDs escutados em uma viagem à Campos do Jordão:


BELLE AND SEBASTIAN
If You're Feeling Sinister

É impressionante como é impossível cansar de ouvir este CD.
Com uma mistura que une Simon & Garfunkel, The Smiths e até Bob Dylan, a banda escocesa cria um pop tão perfeito que a vontade de repetir cada música chega a ser incontrolável.
Neste álbum, o segundo e mais elogiado do grupo, essa perfeição está em faixas como "Seeing Other People", "If You're Feeling Sinister", "Like Dylan In The Movies" e naquela que, na minha opinião, é a melhor do CD: "Get Me Away From Here, I'm Dying".
Unindo melancolia com letras divertidas (ou até letras melancólicas em músicas alegres), o Belle and Sebastian consegue criar músicas complexas e simples ao mesmo tempo, sabendo onde colocar cada instrumento, cada segunda voz, cada repetição.
E mesmo tendo lançado ótimos álbuns no decorrer dos anos, inclusive o sensacional o Dear Catastrophe Waitress, de 2003, este continua sendo o meu preferido!!


LITTLE JOY

Uma das minhas prováveis maiores frustrações desse fim de ano será não poder ir ao show do Little Joy aqui em São Paulo.
A banda, que conseguiu um sucesso considerável lá fora, provou que os estrangeiros não gostam só de porcarias como CSS e Bonde do Rolê. A música brasileira pode sim ser levada a sério!!
O álbum é tão curto que vc não vê o tempo passar, e quando da por si, já está escutandpo todas as músicas pela terceira vez.
Faixas como "Brand New Start", "Keep Me In Mind" e "How To Hang A Warhol" são tão simples quanto divertidas, e é aí que mora o trunfo da banda.
Diferente do Strokes ou do Los Hermanos, o Little Joy não tinha a obrigação (nem a pretensão) de alcançar alguma expectativa, ou de fazer um sucesso imediato. Apesar dos nomes famosos, era uma chance de recomeçar do zero uma banda, e talvez more aí o prazer visível do Amarante e do Moretti em continuar com o Little Joy.
Prazer que transparece em cada uma das (breves) 11 faixas.


ARCTIC MONKEYS
Humbug

Acho que não tem muito mais o que falar desse álbum novo além do que já foi falado no post da Renatinha.
O Humbug só conseguiu me agarrar mesmo lá pela terceira audição... mas é aí que vc percebe o quão sensacional é cada música!!!
"Crying Lightning", por exemplo, mostra um crescente que da todo o charme da música. "Fire and the Thud" me lembra, tanto na música quanto nos vocais do Alex Turner, algo do Pete Doherty. "Pretty Visitors" até relembra um pouco o Arctic Monkeys do passado, apenas para que o refrão prove que a banda nunca mais será a mesma.
As letras perderam a simplicidade do início da banda e agora são mais complexas, mais subliminares, mais abstratas, até. A única coisa que mantém em comum com as do primeiro álbum são que continuam geniais!!
O Alex prova aqui que ele é sim um dos melhores letristas da "nova" geração. Cada palavra encaixa perfeitamente na música, na melodia, na instrumentação.
E lógico, ele também prova ter a gigantesca sorte de estar numa banda tão boa, que transforma em ouro cada música criada por ele. Eu nunca consigo NÃO me surpreender com a bateria da banda...


LILY ALLEN
It's Not Me, It's You

Taí, essa vai ser a minha outra frustração desse final de ano.
Queria muito assistir ao show do álbum novo da Lily. Depois de um ótimo e divertido primeiro álbum (e de um show completamente bêbado aqui no Brasil, no Festival Planeta Terra), ela surgiu com esse segundo CD, menos divertido, talvez mais pop, mas nem por isso menos do que ótimo.
As letras continuam rindo da sua própria vida, envoltas por melodias fofinhas e gostosas. Mas o álbum anterior parecia ter um certo frescor, uma originalidade que ela não repete aqui (proposital ou não).
Ainda assim, é impossível escutar coisas como "Fuck You", "Not Fair", "22" ou "Chinese" (com uma forte influência da banda Keane) e não ficar com cada melodia presa na cabeça.
Portanto, menos original ou não, nada vai tira-la do posto de futura senhora Brancatelli.
Ela só precisa ser avisada disso.
(alfinetada do dia: percebam como a melodia de "I Could Say" é idêntica à do refrão do primeiro single, "The Fear"... bom, ninguém pode culpá-la de auto-plágio)


ERASMO CARLOS
Rock 'N' Roll

Adoro aqueles momentos em que vc não da nada por alguma coisa e é logo surpreendido, como uma marretada na cabeça!!
O novo álbum do Tremendão é divertidíssimo, Brasil!!!
Mesmo sendo (injustamente) considerado muitas vezes como coadjuvante do Roberto Carlos, o compositor mostra ao mesmo tempo não se intimidar e não ter que provar nada a ninguém, criando uma obra não-nostálgica e extremamente atual.
No meio de 12 faixas excelentes, destacam-se a antenada "Olhar de Mangá", a sensual e soturna "A Guitarra é uma Mulher", a pegajosa "Um Beijo é um Tiro" e a rockeira e até meio jovenguardista "Mar Vermelho".
Recomendo que todos engulam os próprios preconceitos e tirem suas próprias conclusões...


Porque, na música, nada é melhor que engolir os próprios preconceitos..!

sábado, 1 de agosto de 2009

Humbug.


Permitam-me rir um momento da seguinte afirmação:
"Bom, acho que é esperar pra ver.
O Humbug será lançado dia 24 de agosto.
E podem ter certeza que a equipe Two Cold Fingers sairá na mão pra saber quem escreverá sobre ele!!! =P"


HAHAHAHAHAHA
Ele achou mesmo que tinha ALGUMA chance de ganhar de mim nessa briga? Aliás, se não fosse por mim, ele não teria no carro dele nesse momento um cd com o Humbug gravado.
Pois é, meus caros... Vazou.
Pois é... e eu? E eu desencanei de esperar o cd ser lançado oficialmente e já ouvi o mesmo umas... ahn... 300 mil vezes?

Preciso ser sincera, eu estava tremendo nas bases esperando o lançamento desse cd. Depois do novo do Strokes, esse era o lançamento que mais me deixava curiosa e insegura.
Não que eu achasse que os rapazes de Sheffield fossem incapazes de produzir um bom álbum, loooooooooonge disso. Mas temos que lembrar que eles vinham de uma fase de pausas, onde o Alex namorou fez um projeto com Miles Kane (aquele Last Shadow Puppets lá...) e Matt Helders resolveu atacar de DJ, além também da notícia de que Josh Home (do Queens of the Stone Age) produziria o disco.

O que esperar, meu deus? O QUEEEEEEEEEE?
A espera acabou.
E aí? Valeu a pena esperar?

Temos que começar "decepcionando" meu companheiro de blog logo de cara, não tem nenhuma "Fluorescent Adolescent". E isso é ruim, Renata?
Não. Bom, claro que no cd falta uma música que se destaque das outras, como Fluorescent foi no segundo, mas nada que torne o cd ruim... Só o faz deixar de ser foda.
Logo de cara você também sente falta de elementos... sente falta daquela rapidez nas guitarras e da bateria bem marcada que fazia o seu coração bater junto com a música (bom, pelo menos fazia o meu), você sente falta das letras mais descompromissadas de garotos deslocados em Sheffield e depois de garotos deslocados no mundo da música, e assistindo-os ao vivo (O que? Você perdeu a webtransmission de um show com as músicas novas? Desculpaí, mas não tem no youtube não) você pergunta a si mesmo se vai se acostumar a ver o Alex Turner sem uma guitarra nas mãos e sem chacoalhar a cabeça ao som dos solinhos acelerados.
Pois é... tá parecendo uma visão bem triste, mas não é!

O Humbug é muito bom, mas é como gostar de uma nova banda. Uma amiga disse que o som é "um filhote de Arctic Monkeys com Queens of the Stone Age" (eu ri) e é bem por aí. Claro que ainda tem as letras (cada vez mais, fenomenais) do Alex. O próprio Josh afirmou que só aceitou produzir o álbum quando viu as letras, disse que eram geniais demais. Mas se você você tem a cabeça um pouco fechada, se prepare para não gostar muito do álbum.
Eu pessoalmente acredito que não poderiamos ficar esperando que eles fossem "os garotos de Sheffield" pra sempre, agora eles são os "homens do mundo". Eles não são mais adolescentes no começo de carreira e, graças a deus, se deram conta disso e resolveram não investir na antiga fórmula... Seguiram um novo caminho e o fizeram com uma qualidade que só se poderia esperar de uma grande banda.
O cd é mais pesado e mais sombrio. E quase todas as músicas, mesmo as que falam de amor ou o que quer que seja, são cinzas. De cara você vai achar todas meio parecidas, mas conforme escuta vai vendo os elementos que se destacam em cada canção.
Para mim, o maior defeito do Humbug é só ter 10 músicas... Quando acaba você tá "Ué? Cadê? Cabô?", além do mais falta uma música de efeito para fazer um gran finale.

O cd não é nem de longe o meu favorito deles, mas a qualidade é inegável.
A questão é que, ao contrário do que me aconteceu com Strokes (apesar de achar o Is this it insuperável, tenho fases onde escuto mais o Room on fire ou o First Impressions of the Earth...), acho que o novo dos macacos não me conquista a ponto de eu chegar a ter uma fase Humbug.

Acho que é um cd que vale a pena, acho que o AM não perdeu qualidade, acho que a cada vez que eu escuto gosto mais... e acho que já falei demais e você deveria parar de ler esse texto e ir escutar as músicas.
Dica da Renatinha: Além da já comentada Crying Lightning, recomendo My propeller, Pretty Visitors e minha segunda favorita do cd Cornerstone.

terça-feira, 7 de julho de 2009

E a Nova do Arctic Monkeys, Hein??

É isso aí, quem disse que só a Renatinha pode falar de Arctic Monkeys por aqui??
(na verdade, foi ela mesma que falou isso... só espero que ela não fique muito brava...!)

Bom, para quem não sabe, a banda do Alex lançou na terça-feira a primeira música do seu terceiro álbum, o Humbug.
A música, chamada Crying Lightning, vc pode ouvir no MySpace da banda clicando AQUI, ou fazer que nem eu (um analfabeto digital assumido) e ouvir no YouTube clicando bem AQUI!!!

Segundo o sr Turner, essa foi considerada pela banda a música mais significativa do disco, além de ser a preferida deles durante a gravação.
Ainda segundo ele, "gostamos muito de fazer Humbug, mais do que nossos dois álbuns anteriores. Realmente sentimos que estamos chegando em algum lugar".

Bom... primeiras impressões!
Queria antes informar que não sou daqueles que saem correndo atrás das músicas antes do álbum ser lançado, então não sei muito das outras faixas do novo álbum (a não ser algumas ao vivo que a Renatinha me mostrou, mas considerando a porcaria de memória que eu tenho, prefiro relevar).
Vou ser sincero: já escutei a música pelo menos umas 5 vezes desde que comecei este post, tentando formar uma opinião própria... mas ta difícil.
É estranho, o começo de Crying Lightning não me lembra em nada o Arctic Monkeys. Aliás, lembra muita coisa, MENOS Arctic Monkeys. Mas, ainda assim, no decorrer da música, é impossível não perceber várias características da banda.
O crescente da música é muito bacana, as guitarras estão perfeitamente produzidas, colocadas no lugar certo, o vocal do Alex está tão diferente e, ao mesmo tempo, tão igual. E a letra só serve para reafirmar o lugar do Alex entre os melhores compositores britânicos dessa nova leva.

Mas, ainda assim...
Podem me chamar de nostálgico, mas sinto falta de coisas como "Mardy Bum", ou "I Bet You Look Good on the Dancefloor", ou "A Certain Romance".
Não me levem a mal, eu também adoro o segundo álbum dos caras... mas faz faltas aquelas músicas que não eram tão complexas e "elaboradas", digamos assim.
Acho legal que eles estejam crescendo musicalmente, mas espero que eles não deixem pra trás músicas mais simples que servem, principalmente, para empolgar o público.
E se o novo álbum tiver algo do nível de "Fluorescent Adolescent", já me darei por satisfeito!!!

Bom, acho que é esperar pra ver.
O Humbug será lançado dia 24 de agosto.
E podem ter certeza que a equipe Two Cold Fingers sairá na mão pra saber quem escreverá sobre ele!!! =P

sábado, 16 de maio de 2009

A volta dos que não foram.


Comecei a trabalhar faz pouco mais de um mês e esse trabalho me esgota demais, quase não tenho tempo para nada e o pouco tempo que me resta acabo usando para dormir.

O que isso significa?

Significa que ando beeeem desinformada do mundo da música.

Sei que teve show do Oasis e que todo mundo adorou, menos eles. Reclamaram do show de Curitiba e de Porto Alegre... Se eu tivesse ido em um desses shows estaria bufando, sinceramente.

Sei que a Preta Gil disse que era a Britney brasileira. Oi?

Sei que o Little Joy vai continuar a turnê com um substituto para o Fabrizio. E isso me deixa feliz já isso está acontecendo porque o Fab está gravando o novo álbum do Strokes (L).

Sei que o Muse vai lançar o álbum novo deles esse ano, mas eu nem nem gosto deles então...


ESPERA!

Sabe o que eu sei?

Que o novo álbum do Arctic Monkeys já tem data de lançamento!!!!

Ah, ficou feliz né? Você era que nem eu e não aguentava mais ouvir falar de Last Shadow Puppets? Ou não tinha mais saco pra ver ele e o Miles juntos? Ou só estava sentindo uma baita falta de algo novo deles mesmo?

Pode abrir o sorriso sem medo de ser feliz. Ainda esse ano (ao que tudo indica, dia 24 ed agosto) teremos os rapazes de Sheffield nos presenteando com músicas novas.

E acredite, teve gente querendo atrapalhar... há um tempo atrás a mochila do Turner foi roubada e adivinhem onde estava o caderno onde ele estava escrevendo todas suas letras novas? Exato.

Ele teve que reescrever tudo, o que segundo ele foi muito bom pois ele teve a aportunidade de acrescentar coisas que acabariam ficando de for a se não tivesse acontecido isso. O Alex diz que as letras ficaram ainda melhores.


Para quem não sabe o cd está sendo produzindo pelo Josh Homme do Queens of The Stone Age e umas 3 músicas já foram tocadas ao vivo nessa turnêzinha que eles vem fazendo.

Eu escutei umas duas e bom,... elas tem cara de QOTSA! Hahahaha

Ficou meio que um mash up das bandas e não ficou ruim não, pelo menos as que eu ouvi estão aprovadas. Claro, na minha opinião, nada comparado a genialidade do primeiro cd... mas bem, siceramente é impossível eles repetirem tal feito, não tem como evitar uma banda boa como eles de evoluir musicalmente e buscar outras influências. Mas até aí... o Killers nunca mais fará outro Hot Fuss e nem os Strokes outro Is this it, e isso não faz deles bandas ruins e nem diz que seus outros cds são ruins.


Enquanto o cd não vaza sai, fico aqui com meus dedos cruzados para que seja ótimo e para que a turnê mundial inclua solo tupiniquim.

[Também estou torcendo para que esse papo de que o Alex vai mudar pra Nova York por causa da namorada seja falso, porque não tô afim de ver os Monkeys acabrem por causa da Chung.]

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

At The Apollo.

"Get on your dancing shoes..."

Eu estive lá no Tim Festival 2007, e vi eles apresentarem o melhor show da noite.
Calados, eles deixaram as músicas falarem por si mesmas.
E elas simplesmente GRITARAM!!!

Ontem de noite (na verdade, só umas horas atrás), eu estava sentado com um saco de pipoca e uma coca, com 2 amigos a tira-colo, junto a mais umas 10 pessoas espalhadas pelo cinema do shopping Market Place, um dos vários cinemas ao redor do mundo a passar o show "Arctic Monkeys at the Apollo", que será oficialmente lançado em DVD no dia 3 de novembro.
Mal o filme começou e já era impossível não voltar àquela noite de 2007.
Porque em ambas as noites, eu só conseguia pensar em uma coisa:

Simplesmente não existe nada igual ao Arctic Monkeys!!!

É engraçado perceber como esses caras de 20 e poucos anos têm a Inglaterra e todo o mundo da música aos seus pés!
Adorados pelo público e pela crítica, eles estão agora onde já estiveram bandas como o Libertines, o Oasis, o Clash, o Who e os Beatles!
Não é questão de sorte, ou de gostos duvidosos, ou de imagem... eles realmente são bons.
Eles não pulam, não gritam nem se jogam no público durante o show.
São de poucas palavras, poucas expressões.

E ainda assim, os caras sabem fazer um show!

Posso dizer que, como pretenso agressor de guitarra e rabiscador de músicas, é simplesmente DESANIMADOR assistir a um show desses e perceber que qualquer coisa que eu faça parece brincadeira de criança perto dos Arctic Monkeys!
E ao mesmo tempo, é uma experiencia inspiradora!

O DVD em si está fantástico.
Mesmo focando no Alex, o vídeo mostra a importância de toda a banda, provando que cada um está lá por um motivo (mesmo na participação especial do namorado clone amigão do Alex, Miles Kane).
Os momentos mais inpirados estão nas 3 músicas finais, seja por mostrar os bastidores e seja pelo final muito bem sacado.
A direção é do Richard Ayoade, que já dirigiu Fluorescent Adolescent, além de vídeos para o The Last Shadow Puppets e para o Vampire Weekend.

A banda nasceu na onda do novo brit-pop, lançou um single de sucesso, um primeiro album perfeito, outros singles de sucesso e, mesmo com as expectativas em alta, um elogiado e surpreendente segundo CD.
Mesmo dentre tantas bandas que surgem a cada ano na Inglaterra, eles conseguem se destacar.
Sem conversa, sem firulas, sem enrolação... apenas música e muito, muito talento.
Eles estão no topo, e parecem bem confortáveis com isso.

Afinal, eles merecem!

domingo, 30 de março de 2008

The Last Shadow Puppets



Who the fuck is Alex Turner? Vocalista e guitarrista do Arcitc Monkeys. Os Monkeys são uma banda formada em 2002, tem 2 cds (estão preparando o 3º), ganhadores de inúmeros prêmios e tocaram no Brasil ano passado.

Who the fuck is Miles Kane? Vocalista e guitarrista do The Rascals. Rascals é uma banda formada em 2007 por ex-integrantes de uma banda chamada Little Flames. Eles lançaram um EP ano passado e o álbum de estréia sai agora em 2008. (Miles também é o rapazote que toca guitarra nos shows do Arctic Monkeys quando o Alex vai para o piano na música “505”).

Os dois se conheceram quando Miles ainda era do Little Flames e a banda fez uma turnê junto com os Monkeys. A história foi além da amizade e virou parceria musical. Desde que se conheceram os dois escrevem músicas juntos, e no final de 2007 decidiram que seria um desperdício não gravar as tais músicas. Mas como fazer se elas não tinham nem cara de Arcitc Monkeys e nem cara de The Rascals? A solução se chama The Last Shadow Puppets.



O projeto paralelo dos dois está sendo uma das coisas mais comentadas no momento... Lançamentos de vídeos teaser, turnê americana de divulgação, capa da NME desse mês... Todos os olhos estão voltados para Alex e Miles.

A primeira música já foi lançada: “The Age Of The Understatement” (que também dá nome ao cd). Realmente, tenho que concordar... Não existe nada de Monkeys e muito menos de Rascals nela. Ela tem participação de orquestra e uma sonoridade muito diferente do que as bandas britânicas vêm apresentando hoje em dia. O que me fez ficar bem empolgada com o projeto. Mas se você se empolgar como eu, muita calma... o produtor do cd revelou em entrevista que acha muito difícil que Alex e Miles se juntem para gravar outro álbum , pelo menos não tão cedo... Ainda mais porque a banda de cada um deles tem lançamento de cd previsto para 2008. O jeito é torcer por uma turnê do The Last Shadow Puppets, e mais ainda... para que ela passe por aqui.

O vídeo também é bem surpreendente para qualquer fã dos Monkeys, já que ver o Alex sem sua guitarra, apenas interpretando a música é muito incomum. Sem contar o fato de que em momentos é muito difícil saber quem é quem! (Será fazia parte da idéia os dois serem extremamente parecidos?)