quinta-feira, 28 de abril de 2011

Os discos que ouvi, a vida que levei


Por Brancatelli

Sim, já começamos aqui no Two Cold Fingers as mudanças comentadas no meu último post.
Mas calhou de eu ter alguma coisa pra escrever bem numa quinta-feira.
Acho que é isso que chamam de ironia, hein..
Independente do que eu faça, meus posts sempre serão "de quinta".

Bom, isso aqui é o que eu tenho ouvido:


Pulp
Different Class

O "britpop", espécie de movimento musical britânico dos anos 90, tinha sua santa trindade.
Tinha o Oasis, com as infinitas brigas dos irmãos Gallagher e a fixação em ser os Beatles.. tinha o Blur, com suas ousadias e pretensões musicais.. e tinha o Pulp.
Confesso que só tinha escutado umas poucas músicas da banda liderada pelo (gênio) Jarvis Cocker, mas finalmente tomei vergonha nessa minha cara feia e escutei sua obra máxima, o álbum de 1995 "Different Class".

E fui tomado por uma sensação de "onde você esteve toda minha vida?"!

Primeiro vale a pena dizer que o termo "britpop" é simples demais para qualificar o som que se fazia no Reino Unido. Basta escutar qualquer banda inclusa nesse grupo (ainda que nunca por vontade própria delas) para perceber o quanto uma é diferente da outra.
E é isso que define esse álbum: algo diferente de qualquer outra coisa, e por isso tão indefinível. E se o próprio nome "different class" já não explicava isso, a frase no verso do álbum acabava com qualquer dúvida:

"Please understand. We don't want no trouble, we just want the right to be different. That's all."

Ainda não conhece?
Toma vergonha nessa cara (feia ou não) e vai atrás!

Extremamente obrigatório.

Melhor música: Common People (ok, a versão do William Shatner consegue ser ainda melhor.. mas é a música ideal pra conhecer esse disco!)


Adele
19 e 21

O primeiro álbum dela, "19", foi lançado em 2008 e já nasceu aclamado pela crítica. O segundo e mais atual, "21", foi lançado agora em 2011 e já bateu uma pá de recordes de vendas.
Então o que mais eu podia fazer a não ser escutar essa garota pra ver se é tudo isso mesmo?

Sendo uma mistura de Amy Winehouse e Duffy, mas conseguindo ainda assim manter sua própria identidade, Adele talvez falhe na tarefa de criar músicas mais fortes e marcantes.. mas até a mais medíocre das músicas torna-se grandiosa com sua interpretação. É aí que está a força da artista.
E que força! Não tão suave quanto uma Duffy nem tão forte quanto uma Amy Winehouse, Adele consegue um equilíbrio certeiro para ser única, conseguindo tornar sua voz suave ou poderosa dependendo do que a música peça.
Algo até arrepiante.

Apesar de se mostrar bem à vontade no seu CD de estréia, ele se solta ainda mais no seguinte, mostrando talvez uma evolução para algo mais pop, sem perder a raíz no soul.
Entre tantas Britneys, Gagas e genéricos, que se calcam em polêmicas e na sensualização da própria imagem, é um alívio ver uma mudança dessas no gosto popular.

Melhor música: Chasing Pavements (19) e Someone Like You (21)


The Vaccines
What Did You Expect From The Vaccines?

Perdi as contas de quantas vezes li Internet afora que o The Vaccines era o "novo Strokes".
Agora, já tendo ouvido o CD de estréia deles, preciso fazer a seguinte pergunta:

Quem afirmou isso ouviu QUALQUER música do Vaccines???

Musicalmente eles não têm nada a ver!
Fisicamente eles também não têm nada a ver!
Talvez eles usem tênis parecidos, ou compartilhem o mesmo número de dedos nas mãos, mas fora isso simplesmente não tem nada a ver!

Pronto.
Desabafei.

O álbum é bacana.
Não é a salvação do rock, não trás nada de novo, é inclusive cansativo e pouco inspirado em alguns momentos, mas apresenta antes de qualquer coisa uma banda promissora.

Engraçado perceber como algumas músicas lembram um Ramones sem a pegada punk. O segundo single do álbum, "Post Break-Up Sex", por exemplo, remete de imediato à clássica "The KKK Took My Baby Away".

Mas Brancatrolhas, você ta me dizendo que Vaccines tem mais a ver com Ramones que com Strokes?

Sim. o/

Independente disso, eles estarão aqui no Brasil no Festival Planeta Terra, juntinhos de Julian Casablancas e companhia.
Então escutar esse CD acaba sendo uma necessidade, vai..

Melhor música: If You Wanna (e é sério, é boa MESMO!!)


Engraçado, eu meio que falei do passado, do presente e do futuro da música.
Meio assustador perceber isso agora, não?!

Vamos tentar não fazer mais isso..

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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Orkutização da Shakira


Por Renatinha

Parece que faz tanto que eu via uma Shakira de cabelo preto brilhando (aliás, ela foi uma das pessoas que mais me fez querer ter cabelo preto quase azulado), seu violão e repetindo que ela estava lá.

Parece que faz uma eternidade desde que ela ía no Programa Livre (oi, sou velha) e que batia cartão no Brasil.

Parece que faz tempo, mas não faz tanto tempo assim... Mas aí ela deu uma sumida, colocou a barriga de fora, pintou o cabelo (primeiro de vermelho e depois de loiro), começou a cantar em inglês... biscateou né?

Nada contra, ela tem mais é que fazer o que dá na telha dela, maaaaaaaaaaaaaas... eu tenho a impressão de que essa mudança causou efeitos negativos nas músicas delas.
Inegável que músicas em espanhol parecem ter mais sentimento. As músicas pareceram querer vender mais o rebolado e menos a voz fenomenal dela...

Seria uma necessidade do mercado ou a Shakira que resolveu não mentir com os quadris?
Algumas músicas dos cds ainda mantém a qualidade antiga, mas nas paradas sempre encontramos aquelas com pouca voz e muita bunda. Biscatizando, vendendo corpo ao invés do talento...
Juro que entendo isso quando não se tem talento, mas quando se tem o talento que a Shakira tem? Acho até triste que valorizem mais o requebrado do que a voz.

Nota: Nada contra a aparência dela agora, está LINDA.

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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Tempos de Mudança..

Pessoal, a falta de tempo/assunto nos últimos dias acabou deixando o blog às moscas na semana passada.

Vendo isso, a equipe do Two Cold Fingers (que se resume à Renatinha e a mim.. mas soa muito mais bacana quando chamamos de "equipe") está pensando em algumas mudanças pro blog, a começar pela frequência de posts.
Se atualmente tentamos manter uma ordem pré-estabelecida de que eu posto às quintas e a Renatinha posta às segundas, queremos anarquizar um pouco e acabar com isso. Cada um postando o que quiser quando quiser e se quiser. Daí quem sabe a gente evita textos forçados e acaba um pouco com a encheção de linguiça que temos aqui de vez em quando.

Como o blog não tem nenhuma pretensão financeira ou coisa do tipo, ele é apenas um prazer para nós.. e acho que essa mudança é necessária para que ele continue sendo exatamente isso.

Mas claro que queremos, se possível, ouvir a opinião de quem acompanha o blog sobre essa mudança em especial.

O que vocês acham disso? Ou melhor, vocês acham alguma coisa sobre isso??
Acham que essa mudança melhoraria o blog, os textos? Ou preferem como está? Têm algum outro pedido de mudança? Já assistiram Mudança de Hábito? Ótimo filme, não acham?! Têm algum animal aquático preferido? Se sim, qual? E quem vocês acham que venceria numa partida de gamão, ele ou o Aquaman?
Tenho comida nos meus dentes? Acham que eu ficaria bonito num decotado vestido lilás?
Se um trem parte do ponto A a 90 Km/h e outro parte na direção contrária do ponto B a 130 Km/h no mesmo trilho, em quanto tempo eles irão se chocar? E quem entraria num trem sabendo que vem vindo outro na direção contrária? Não é óbvio que eles vão se chocar? Que vai dar MERDA? NÃO É?? PRA QUE CARALHO QUE VAI COLOCAR DOIS TRENS EM DIREÇÕES OPOSTAS NO MESMO TRILHO, MEU DEUS??? NÃO PODE DAR CERTO!!!

Comentem.
Nós queremos saber!

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domingo, 10 de abril de 2011

5 motivos para amar séries britânicas


Por quê?
Por queeeee eu amo tanto séries britânicas?

1) Temporadas com menos episódios:
Não me leve a mal, existem algumas séries que conseguem manejar muito bem seus 20 e tantos episódios... Como Supernatural, que consegue manter os episódios alternando com alguns eps engraçados e fora da história. Mas tem séries que simplesmente enrolam e enrolam e você fica ali sentado, irritado esperando o desfecho do plot daquela temporada. Ok, não precisa ser nada como Sherlock Holmes e ter apenas 3 eps de 1:30, mas pode ser um Secret Diary of a Call Girl e ter 8 episódios que resolvem tudo.

2) Humor:
Sarcasmo, ironia, acidez e non sense feito com qualidade e sem barreiras. Piadas simples, ao estilo Mr. Bean ou non sense e surreal como em Monthy Python.

3) Ótimos atores:
Sabe aqueles atores que você raramente vai ver em filmes americanos porque eles não estão em Hollywood? Então, você tem a oportunidade de vê-los em diversas séries britânicas. Muita gente que demorou anos para chegar nas telas americanas como Hugh Laurie, já era alguém na noite faz tempo no Reino Unido.

4) Sem falso moralismo:
Não pode mostrar sexo, não pode mostrar drogas, todas as famílias são comercial de margarina, não pode falar de política..
Pffffff!
Séries britânicas não sustentam esse falso moralismo. Mostram famílias desajustadas, pessoas desajustadas e o quanto a sociedade dá pouco apoio a quem precisa. Mostram sexo sem criar fantasmas em relação ao assunto, mostram jovens usando drogas porque querem e não porque a família não dá suporte para os filhos.

5) Sotaque:
Claro. Tem como não amar o sotaque britânico? Passar episódios e mais episódios de séries ouvindo aquele sotaque é apaixonante.

Então se joguem: Skins, Misfits, Secret Diary of a Call Girl, IT Crowd, Dr Who, Sherlock Holmes, Merlin,...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Casey


Ele ficou conhecido como “Gordinho Zangief”, por causa do personagem do jogo Street Fighter, mas seu nome verdadeiro é Casey Heynes.
Incomodado por um outro garoto, ele acaba perdendo o controle, vira o garoto de ponta cabeça e o joga no chão. Enquanto o garoto sai mancando, Casey se vira calmamente e vai embora.

O vídeo do episódio, colocado no YouTube logo depois, virou sensação da Internet.
Casey, de 15 anos, se tornou uma celebridade instantânea, do tipo que surge a cada semana na rede. Mas, ao invés de ser apenas motivo de piada e montagens mundo afora, Casey conheceu um outro tipo de fama..

A de um herói.

Vitima de gozações por toda sua vida, devido principalmente ao seu peso, ele finalmente revidou. Após engolir todos os tipos de provocações e agressões, ele não suportou mais e, no fim, acabou se tornando um exemplo a qualquer um em sua situação.
E, de um exemplo, tornou-se um herói.

É interessante ver a comoção causada pelo episódio.
O bulliyng, palavra que serve para denominar o tipo de agressão que Casey sofre diariamente, finalmente está se tornando foco de discussões. Livros, programas jornalísticos, séries de TV, filmes..
E tudo o que eu consigo pensar é:

Onde vocês estavam no MEU tempo?

Esse assunto se torna pessoal para mim porque eu sofri tudo isso nos meus tempos de colégio.
O garoto estranho e inseguro, que passava o intervalo lendo ou ouvindo música no fundo da sala, que não conseguia se relacionar direito com ninguém. Um alvo fácil pra qualquer um que quisesse se divertir com alguém mais fraco, qualquer um que quisesse se sentir melhor consigo mesmo às custas de outra pessoa.
Sim, eu era um alvo fácil.
Quem mandava eu ser como eu era, eu era o culpado por tudo aquilo que acontecia comigo.
Eu era o único culpado pelo que acontecia.

Confesso que isso era exatamente o que eu achava.

Entendam uma coisa, no bullyng o pior não é a humilhação, as surras, os insultos.
O que te mata por dentro é a sensação de se estar completamente indefeso, a vergonha, a submissão. Essa é a verdadeira humilhação. Ser agredido, física e psicologicamente, e não fazer nada, e se ODIAR por não fazer nada. É a sensação de que, por aceitar aquilo calado, você merece tudo aquilo. Afinal, você fez por merecer. Você é fraco, não é?! Você é estranho, não é?!
Então aceite.
Calado.

Vou contar uma coisa que eu não costumo contar.

Teve um dia, durante um intervalo entre as aulas, que eu estava sozinho na sala, sentado na minha mesa, lendo uma revista, como eu costumava fazer para me manter longe de problemas.
Eles então entram na sala, andam até a minha mesa e arrancam a revista das minhas mãos. Aí eles seguram meus braços, me arrastam pela sala, me levantam e, rindo, me colocam dentro da lixeira. Tudo isso numa fração de segundo. Enquanto tudo isso acontece, um grupo de garotas, reunidas no corredor, vê aquela cena e ri. Entre elas, uma garota que eu gostava, que eu considerava minha amiga. Quando eles vão embora, gargalhando e me xingando, eu faço exatamente o que eu podia fazer: levanto, limpo a sujeira e, silenciosamente, volto para a minha mesa. E a aula recomeça.
Só quem passa por isso entende a sensação que é ser tratado como lixo.
E só quem passa por isso pode entender o que isso faz com o espírito de uma pessoa.

Para a minha sorte, eu tinha a melhor família do mundo, e os melhores amigos do mundo.
Mesmo que eu não contasse isso pra ninguém, eles estavam la, me ajudando a me sentir melhor comigo mesmo, me ajudando a rir, de mim e do mundo.
E se eu passei por tudo isso com um pingo de sanidade, foi por ter aprendido a rir. Se eu sorrisse, mesmo no pior dos dias, então eu sabia que eu conseguiria passar por tudo aquilo. E, num passe de mágica, tudo ficava bem.
Então eu sorria.

E isso fez de mim a pessoa que eu sou hoje.

Acho que, no geral, tudo o que eu passei me tornou uma pessoa melhor.
Sei que muitos dos meus problemas têm origem naquela época, muita merda que eu faço é um reflexo da insegurança que o meu passado moldou em mim, mas ainda acho que eu sai no lucro.
Tem uma história que diz que dois prisioneiros estavam em um campo de concentração nazista. Fracos, magros, humilhados e indefesos. Então um deles começa a rezar. O outro pergunta “o que você está fazendo” e ele diz “eu estou agradecendo a Deus”. O outro então pergunta pelo que diabos ele pode estar agradecendo, e ele diz:
“Por eu não ser como eles”.

Independente do que eu passei, eu me sinto agradecido, por um simples motivo.

Por eu não ter sido como eles.

Foque nos dias bons, mantenha o queixo erguido e lembre-se que a escola não irá durar para sempre.
Segundo Casey, é isso que ele diria para os milhares de garotos que passam pelo mesmo que ele.
Eu acho que é exatamente o que eu diria.

Ah, e sorria.

Sempre.

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VIPs


O maior erro que alguém que assiste um filme baseado em fatos reais pode cometer é colocar a palavra "fatos" acima de "baseado".
A vida real necessita de uma certa "romantização" nessa passagem, diálogos mais marcantes, drama, conflitos. A vida real precisa de uma dose fictícia de glamour para tornar-se interessante o bastante pra tela grande.
A vida real, seca e crua, não da bilheteria.

É aí que mora o maior pecado do filme VIPs.
No ímpeto de tornar uma história real em algo mais.. digamos assim, comercial.. VIPs exagera e perde o tom.

A história real é a do golpista Marcelo Nascimento da Rocha que, após servir de piloto para traficantes paraguaios, em seu trambique mais famoso se faz passar pelo irmão do dono da empresa aérea Gol, aproveitando as devidas mordomias que seu papel lhe proporciona (leia mulheres, entrevistas e puxa-sacos).
Esse caso foi retratado no livro "VIPs - Histórias Reais de um Mentiroso", de Mariana Caltabiano, que serve como base para o filme.

E é a isso que se limita a história real.
Uma base.

Apesar do próprio Marcelo ter assumido que fazia o que fazia apenas pela diversão, o filme tenta criar um motivo psicológico para isso, como que na tentativa de justificar os atos do personagem. Para isso ele faz uso da figura do pai e da presença sufocante da mãe. Não contente, ainda lança mão do motivo mais clichê do mundo, o "garoto inteligente e rejeitado que não encontra seu lugar no mundo", e faz disso tudo um pretexto para a suposta crise de identidade do protagonista.
De um malandro tentando se divertir, Marcelo passa a um rapaz psicologicamente perturbado que precisa adotar outras identidades para se sentir completo.
Afinal, isso seria muito mais interessante.

Mas seria mesmo?

A escolha do elenco, da forçada Gisele Fróes ao ótimo Norival Rizzo (mãe e pai do Marcelo, respectivamente, claro) é uma montanha-russa, exemplificada na atuação do protagonista Wagner Moura. Hora fantástica, hora constrangedora.
Mas se o filme vale por alguma coisa, é pelo seu ator principal. Indepedente de alguns exageros (que aparentemente estão la para contrastar com alguns momentos mais sutis), Wagner Moura mostra por que é um dos melhores atores de sua geração, e de muitas outras. Principalmente quando comparamos seus diversos papéis ao longo de sua carreira e percebemos que cada personagem é um personagem completamente único.
Sabendo ser carismático, engraçado, charmoso e mentalmente perturbado, ele é o principal motivo para assistir ao filme.

. . . mas vale dizer que sua interpretação de Renato Russo cover soa mais um Sidney Magal gripado.

Ao ver boa parte do cinema sair achando que os fatos mostrados na tela são de fato os fatos reais, percebe-se que um aviso seria bem-vindo ao começo do filme.
Algo do tipo "apesar de se basear em uma história real, VIPs é uma obra de ficção, mostrando eventos que na verdade nunca aconteceram e moldando seus personagens de acordo com seu próprio interesse".
Isso já seria bem esclarecedor.

VIPs não é um filme ruim, mas também não é um filme ótimo.
Ele respeitavelmente tenta mostrar toda a existência patética do personagem principal (que é realmente um coitado), e até consegue em alguns momentos.
Mas no momento em que tenta maquiar demais a verdade, a própria verdade se torna seu ponto fraco. Talvez a história real funcionasse melhor.
Inclusive por, ao se focar em um golpe, acabar ignorando todos os outros, talvez tão (ou até mais) interessantes quanto o que é mostrado no filme.
Do jeito que foi, serve apenas como um entretenimento esquecível e passageiro.

A prova de que algumas histórias reais já se sustentam apenas pelo que são.

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A banda que não tem um nome muito legal, mas você precisa conhecer


Vocês se lembram quando me gabei contei sobre minha viagem para Londres?

Então... Vocês lembram que assisti ao show de uma banda chamada Somebody Still Loves You Boris Yeltsin? Ou não cheguei a mencionar? Bom, a verdade é que fui no show deles, uma banda semi-conhecida e muito divertida.

Esse foi um show bem divertido, com umas bandas de aberturas bem bacana. Tenha em mente que o SSLBY é uma banda pequena, logo as bandas que abriram o show eram menores ainda.

Pois é... ERAM!

Lá estava a aranha em seu lugar eu assistindo Skins, quando vejo a Chris comentando no Twitter que gostou da banda do encerramento do episódio.
Quando começa a cena em que eles tocam, eu penso "Eu conheço essa música...!", daí a Chris, toda engajada, posta o nome da banda: Dog is dead!

I KNEW IT!
Tipo, de verdade...
Era uma das bandas que tinham aberto o show do SSLBY! Eu sabia que o nome deles tinham "dog alguma coisa", quando abri a foto, reconheci na hora o ruivo meio estranho (não estou sendo maldosa, pode confirmar na foto) que tocava saxofone.
Eu tinha gostado bastante da música, mas não lembrava o nome da música para procurar.
Deu um orgulhinho sabe?
Ter conhecido a banda e ela ter ficado famosa, porque ela passou de um quase nada de ouvintes no Last FM, mas mais de 3.000 em questão de 1 ou 2 semanas e a música tem mais de 19 mil execuções do Myspace.
Todos citando a frase da música, que cabe bem com a temática da série: "We are a mess, we are failures and we love it!"

Clica aqui e escuta a música que mostra que de "failure" o Dog is dead não tem nada.