segunda-feira, 28 de março de 2011

A banda que não tem um nome muito legal, mas você precisa conhecer


Vocês se lembram quando me gabei contei sobre minha viagem para Londres?

Então... Vocês lembram que assisti ao show de uma banda chamada Somebody Still Loves You Boris Yeltsin? Ou não cheguei a mencionar? Bom, a verdade é que fui no show deles, uma banda semi-conhecida e muito divertida.

Esse foi um show bem divertido, com umas bandas de aberturas bem bacana. Tenha em mente que o SSLBY é uma banda pequena, logo as bandas que abriram o show eram menores ainda.

Pois é... ERAM!

Lá estava a aranha em seu lugar eu assistindo Skins, quando vejo a Chris comentando no Twitter que gostou da banda do encerramento do episódio.
Quando começa a cena em que eles tocam, eu penso "Eu conheço essa música...!", daí a Chris, toda engajada, posta o nome da banda: Dog is dead!

I KNEW IT!
Tipo, de verdade...
Era uma das bandas que tinham aberto o show do SSLBY! Eu sabia que o nome deles tinham "dog alguma coisa", quando abri a foto, reconheci na hora o ruivo meio estranho (não estou sendo maldosa, pode confirmar na foto) que tocava saxofone.
Eu tinha gostado bastante da música, mas não lembrava o nome da música para procurar.
Deu um orgulhinho sabe?
Ter conhecido a banda e ela ter ficado famosa, porque ela passou de um quase nada de ouvintes no Last FM, mas mais de 3.000 em questão de 1 ou 2 semanas e a música tem mais de 19 mil execuções do Myspace.
Todos citando a frase da música, que cabe bem com a temática da série: "We are a mess, we are failures and we love it!"

Clica aqui e escuta a música que mostra que de "failure" o Dog is dead não tem nada.

domingo, 27 de março de 2011

É vencer ou morrer.


Não tá fácil escrever nesse blog não... Pouca coisa interessante acontecendo, bom... tem! Mas a maioria é desgraça né?

Mas hoje farei uma breve recomendação literária-televisiva.
Game of Thrones.
Game of Thrones é o primeiro livro da série "A song of Ice and Fire" escrita por George R. R. Martin.
É um livro um tanto quanto recente, foi publicado em 1996 e ano passado, foi lançada sua primeira versão em português.

É um livro que fala sobre a luta pelo poder e é regado de todos os elementos que poderiam existir: violência, sexo, amor, vingança, traição,... uma pitada de tudo.
Ele é um livro bem cativante e serve bem para fãs de histórias medievais com pitadas fantasiosas.
Além de todos esses elementos apaixonantes, a construção dos personagens é bem humana... Fazendo com que nenhuma seja inteiramente mau ou inteiramente bom. Todos são capazes de ambas as atitudes, mas será inegável escolher um lado nessa luta.
Por enquanto, meu personagem favorito é Jon Snow, o filho bastardo do Ned Stark.
Quem é Ned Stark?
Toma vergonha e compra o livro! Ou espera o lançamento da série no Brasil...


Todo esse hype no livro começou a crescer agora que a HBO vai lançar uma série baseada nos livros. Uma super produção que está contando com a ajuda de especialistas de todas as areas no desenvolvimento da terra de Westeros e seus povos.
A série vai contar com grandes nomes e para os fãs mais xiitas, podem ficar tranquilos, que o escritos dos livros está acompanhando de perto toda a sua produção.

A série vai ser lançada nos Estados Unidos em abril e promete ser um dos maiores lançamentos do ano. Aqui no Brasil podemos aguardar essa estréia em maio! \o/

quarta-feira, 23 de março de 2011

My Angles


[Primeiro queria dizer que no dicionário do Brancatelli "comer poeira" deve significar "estar se dividindo entre trabalho, aulas de espanhol, tarefas de casa, atividades sociais e dormir". Não tá fácil, gente.]

O Brancatelli fez toda uma análise profuda sobre o Angles né? Eu até que nesse caso achei bom o texto dele vir antes, porque eu não tenho uma análise profunda para fazer... Eu só tenho como descrever a sensação ao ouvir o álbum e qual minha relação com ele.

Ao contrário de muitos álbuns, que me ganham com o tempo, Angles me perde com o tempo. Claro que o "me perder" nesse caso, seria não estar entre os meus CDs favoritos de todos os tempo. Mas mesmo assim...

A primeira vez que escutei foi "PORRACARALHOSTROKESJUNTOSDENOVOTÁMUITOBOMESSECDGRAÇASADEUS". Sério... Eu só estava MUITO feliz que o CD era bom. Escutei tudo... mas sempre com "aimeudeuselesvoltaram" na cabeça.
Só que a cada audição vai aumentando o número de "mas"... É um bom CD, "mas" não tem unidade. Essa é uma boa música, "mas" não gosto do rumo que ela pega. Gosto dessa guitarra, "mas" não tem a menor cara de Strokes.

Como disse o Brancatelli, o álbum está longe de ser ruim... Ao contrário, é um ÓTIMO álbum, que só uma banda incrível como Strokes, mesmo após tanto tempo, conseguiria fazer. Ele já se encontra entre as músicas do meu iPod.
A questão é um pouco essa... hoje, ele é mais um entre tantas músicas no meu iPod... E não deveria ser assim, um CD novo do Strokes deveria estar sendo tocado em looping no meu iPod desde que vazou! Mas não está... Algumas músicas até são passáveis, coisa inimaginável em alguns CDs anteriores para mim.

Eu acho que gostei mais desse CD do que o Brancatelli..., mas estou no aguardo do próximo já, tenho a impressão de que eles estão só aquecendo os motores para o grande retorno e que no próximo já teremos o bom e velho Strokes nos nossos ouvidos.

Senão, vou ter que começar a ouvir Rebecca Black...*brincadeira*
Fridaaaay, fridaaaay...

A verdade é que só de vê-los juntos, trabalhando nessa nítida tensão e fazendo músicas, talvez não tão parecidas quantos as de antes, mas com qualidade similar, já deixa meu coração cheio de alegria.

domingo, 20 de março de 2011

Angles


(Avisando que, como a Renatinha comeu poeira e não teve tempo de escrever o texto de hoje, a crítica do CD do Strokes fica por minha conta.. HÁ!)


Confesso, eu sinto saudade de quando o Arctic Monkeys era uma banda mais pop, menos sombria, cantando sobre garotas mimadas em pistas de danças e se divertindo com isso. Não que o Arctic Monkeys de hoje seja ruim.. ele é apenas um outro Arctic Monkeys.

Um amigo meu diz que ele gostava muito mais de Radiohead na época pré-Ok Computer. Ele entende que a banda evoluiu, procurou outros caminhos, atingiu uma certa maturidade criativa.. mas ele só prefere o Radiohead de antes.

Minha mãe gosta do Roberto Carlos. Mas principalmente da fase “Jovem Guarda”. A fase romântica é bacana, tem umas músicas lindas.. mas o que ela gosta mesmo é do Roberto roqueiro, dirigindo seu calhambeque, parando na contramão pra paquerar o broto displicente e levando tapas no cinema.


Esse é o espírito do novo álbum do Strokes.

Não é necessariamente ruim, tem umas músicas muitos boas..
Mas não é o Strokes que eu queria.


Há 5 anos atrás, depois de lançar seu 3º CD, o First Impressions of Earth, os integrantes da banda resolveram dar um tempo uns dos outros, por conta de um relacionamento já desgastado. Nas palavras do próprio Julian Casablancas, montar uma banda é a melhor maneira de acabar amizades. Assim, foi cada um pro seu lado.
O guitarrista Albert Hammond Jr. continuou seu elogiado projeto solo. O baterista Fabrizio Moretti juntou a namorada e o Rodrigo Amarante e formaram o Little Joy, banda que também teve participação do ex-companheiro de banda Nick Valensi, que por sua vez também gravou com Regina Spektor e Devendra Banhart. O baixista Nikolai Fraiture montou sua própria banda, o Nickel Eye, e o vocal Casablancas gravou seu ótimo álbum solo. E ficou claro que cada integrante quis manter uma certa distância musical do estilo Strokes em seus projetos.

O problema é que esse distanciamento não ficou apenas em seus projetos solos.

Neste novo álbum, Angles, a banda resolveu tirar das mãos de seu vocalista o monopólio criativo sobre as músicas e cada um contribuiu como bem queria. Daí o nome do álbum, mostrando que cada música mostraria um ângulo diferente dos Strokes.

E é aí que mora o maior problema do disco.

A visão do Julian criava uma certa unidade às músicas, unidade que simplesmente não existe mais. Não existe mais uma cara, uma identidade, o que existe são colagens, músicas que ficariam ótimas em um outro álbum que não um do Strokes.
"Machu Picchu" e "Two Kinds of Happiness" soam algo como um Phoenix (banda que sempre assumiu se inspirer no quinteto novaiorquino), enquanto que "Gratisfaction" bebe da fonte do Queen. "Call Me Back" tem um começo que mistura uma pegada Little Joy do Moretti com 11th Dimension, single solo do Casablancas. "You’re So Right" e "Metabolism" têm um peso incomum, enquanto que "Life is Simple in the Moonlight" é – pasme! - praticamente uma bossa-nova.
Ainda assim, Angles tem 3 legítimos momentos em que o Strokes não tenta ser nada além do Strokes. "Taken for a Fool" e "Games" poderiam se encaixar muito bem no 2º álbum do grupo, o Room on Fire. Isso sem falar na fantástica "Under Cover of Darkness", que reúne todos os elementos que fizeram do Strokes o que ele é, como se fosse uma colher de chá da banda aos fãs.

O único “retorno à fórmula” que Angles traz talvez seja o tempo de duração.
Diferente da pretensão dos 52 minutos do álbum anterior, o Strokes voltou aos 30 e poucos minutos dos dois primeiros álbuns, o que acaba sendo seu maior mérito. Desse jeito, o ouvinte sente vontade de repetir o álbum desde a primeira música e assim tem mais chances de se acostumar com essa nova cara da banda.

A gravação do álbum foi tensa, com várias mágoas ainda guardadas, cada um gravando sua parte no seu canto, uma experiência horrível segundo os próprios músicos, que eles não pretendem repetir no próximo álbum – que já está sendo devidamente planejado. Pelo menos, ao que parece, o prazer de tocar junto voltou à banda.
Em entrevista, o guitarrista Nick Valensi afirmou que ele sente que os Strokes ainda têm seu maior álbum guardado dentro deles, esperando para ser colocado para fora.
Eu, como fã, queria ver o Strokes do começo dos anos 2000 de volta. O Strokes despretensioso, com guitarras sujas, músicas simples e diretas e simplesmente divertidas.

Repito que Angles não é um álbum ruim.
Tem ótimas músicas, é corajoso no sentido de ir contra expectativas (para o bem ou para o mal) e sacia um pouco a sede por material inédito.
Mas a minha esperança é que o próximo álbum do Strokes seja, diferente de Angles, exatamente o que o nome diz:
Um álbum do Strokes.

É pedir demais?

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terça-feira, 15 de março de 2011

Three Hot Candles


Como o privilégio de falar primeiro sobre o novo álbum do Strokes é da Renatinha, vou guardar minha opinião pro meu próximo post..

Dito isso.. bom, acho que não tenho muito o que dizer agora.


. . .


Hmmm, na verdade eu tenho sim.
Algo que deveria ser dito apenas na semana que vem, mas vai agora mesmo.

Olha que bacana, gente.
Antes do recesso de carnaval, o Two Cold Fingers tava com uma média boa de acessos, la pelos 100 diários. Agora o número caiu pra uns 25! Huahahahahahaha
Mas o que a gente aprendeu nesses 3 anos (é isso mesmo?) de blog é que.. esses números significam para nós o mesmo que uma temporada na rehab significa pro Charlie Sheen: um grande NADA!

Quer dizer, no dia 18 de fevereiro, o blog atingiu a marca de 156 acessos.
O que isso significa? Bom, isso significa que 156 computadores diferentes ao redor do mundo visitaram o blog. Bacana, né?
Mas tudo o que esse número prova se limita a isso. Foram 156 visitas. Isso não significa que 156 pessoas leram minha crítica sobre o álbum do Marcelo Jeneci, escrito e postado no dia anterior. Ou qualquer outro post, novo ou antigo. Esse número apenas entrou no blog, mas quem pode provar que foi para LER alguma coisa?
A média de permanência de uma pessoa no Two Cold Fingers é de 1 minuto e 20 segundos, às vezes nem isso. Então aparentemente boa parte deste número de visitantes entra no blog direcionado por alguma palavra-chave, le o título de algum post, olha a imagem, e.. fecha a janela. Puf.
Então de que vale um número como esse?
O que significa um número que, no fundo, não significa nada?

Que fique bem claro, eu não falo isso com rancor.
É apenas uma constatação pessoal.

O Two Cold Fingers nasceu da simples vontade de escrever.
Mais que isso, da necessidade de ter um prazo a ser cumprido, um incentivo, uma obrigação.
No lucro disso tudo, conseguimos alguns leitores, conhecidos e desconhecidos, amigos ou não. Um número bem menor do que aquelas 100 visitas diárias, mas que nos orgulha como se fosse um milhão de acessos.

Continuamos escrevendo para nós mesmos, mas saber que uma única pessoa está lendo essas bobagens que colocamos aqui é mais do que nós realmente esperávamos.
Saber que você está do outro lado do monitor, interessado no que temos a dizer, é o que da a graça pra isso tudo.
Senão, bom, bastava ter um diário..

Então este post é um agradecimento a cada um que le o Two Cold Fingers, seja toda segunda e quinta, seja aleatoriamente. Seja eu mesmo ou seja a Renatinha. Sejam quantos forem. Gostem ou não.

Ah, sim.
Feliz aniversário, Two Cold Fingers.
E obrigado por dar mais sentido à minha vida nos últimos anos.

Três velas quentes pros dois dedos gelados, pessoal.

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domingo, 13 de março de 2011

A pocket full of subjects


Nossa... esse blog ficou cheio de confusão e textos do Brancatelli, né?
Vim salvar vocês da monotonia de textos bem escritos.

Depois de passar uma semana na lindíssima Irlanda e ter dois dias corridos de trabalho+aula de espanhol, tive um fim-de-semana onde dormi 60% do tempo, não saí da cama em 30% e saí de casa em 10%.

Mas nesses últimos tempos aconteceram muita coisa, eu dei uma chance para a tal de Jessie J... que é "menos pior" do que imaginava. Ela tem uma boa voz, algumas músicas são super toscas, mas outras tem potencial.
Também comecei a ouvir Janelle Monáe, que é SENSACIONAL! Recomendo do fundo do meu coração.
Fora a linda da Adele, que eu ouvia em todos os lugares em Dublim, né? A Adele foi minha melhor descoberta recente.

Musicalmente falando tem o novo álbum do The Strokes, que acabou de vazar. Eu ainda não ouvi, o download acabou agora. Mas devo dizer que das músicas que foram liberadas, achei bastante promissor. Acho que estou livre do medo de uma decepção. Mas prefiro ouvir todas as músicas antes de um parecer final. Aguardam até segunda que vem.

Eu ando vendo muitas séries, muitas mesmo.
As de sempre como Supernatural, How I Met Your Mother, Modern Family,... Todas que eu recomendo e se vocês não assistem é porque são bestas. =P
Comecei faz um tempo a ver Being Human versão americana. Eu tentei ver a versão britânica antes e achei os personagens pouco carismáticos, o que é consertado na versão US, na minha opinião. Recomendo ver o primeiro ep das duas e comparar.
Também comecei a ver Secret Diary of a Call Girl, com a Billie Piper (ex-namorada do Richie do Five e ex-companheira do Dr. Who). São eps curtos, divertidinhos, com pitadas de drama. Muito bom. Se você gosta de uma boa adaptação de uma história real combinada com episódios lotados das paisagem londrinas, go for it.
A nova temporada de Skins está bem fraca, com uma vibe mais Malhação e menos sexo,drogas e roquenrou, mas tem mais personagens cativantes que a edição anterior. Recomendo se você tem tempo livre.
Tem também a nova série do Matthew Perry, Mr. Sunshine. It ain't no Friends, claro... mas é beeeem bacaninha. Devo dizer que infinitamente melhor que a do Matt Le Blanc. Vale a pena conhecer e passar do primeiro ep, que ela vai ficando melhor.
E siiiiiiim, saiu o primeiro ep da Camelot... Hummm... o que dizer sobre essa série. Não consegui muito definir... Não é ruim, mas preciso de mais episódios para dar minha opinião. Mas entre o primeiro ep dela e Merlin... Merlin ganha num piscar de olhos. Ok, são duas vibes diferentes, mas mesmo assim...

By the way, nessa foto do post vocês podem ver os Cliffs of Moher.

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Três Dias Pra Sorrir

Post enche-linguiça de carnaval com música do Elton Medeiros.
Sim, porque a gente merece.


SEM ILUSÃO
Elton Medeiros

No carnaval
Não vou querer me fantasiar
Não vou querer me vestir de rei
Não quero mais colorir a dor
E se alguém quiser me aplaudir
Vai ter que ser assim como eu sou
Não quer dizer que não vou nem brincar
Só não quero é enganar o meu coração

No carnaval não vou mais sair fingindo
Que passo a minha vida inteira a cantar
Eu vou me divertir
Na certa eu vou sambar
Mas dessa vez a ilusão não vai me pegar

No carnaval eu sempre saí sorrindo
Me divertindo só pra desabafar
Três dias pra sorrir
Um ano pra chorar
Mas dessa vez a ilusão não vai me pegar


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Mas o espírito continua sendo o deste post aqui!

"Eu me sinto bem, é carnaval nessa cidade
Todo mundo transbordando de felicidade
Mesmo que digam que o mundo acaba amanhã..
"

Amanhã tudo volta ao normal.
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr, deixa o dia raiar.

Ah, o carnaval.

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