domingo, 25 de abril de 2010

Thiking 'bout somethin'


Eles foram uma das maiores febres do pop e muitos já haviam esquecido dos 3 irmãos de Tulsa, mas eles voltaram e chutando bundas.

É, aqueles que por muito tempo deixaram dúvidas sobre seu gênero (sexual, não musical) lançaram uma nova música, que veio junto de um clipe extremamente animado.

Thinking 'bout somethin' é uma música de saltitar pela rua, aquela que se ouvida logo de manhã tem a capacidade de te fazer pegar ônibus lotado no calor e ainda conseguir sorrir. Mais feliz que a música, só o clipe.
O vídeo é baseado em um trecho do filme do Blues Brothers. Baseado não... é idêntico. Não uma cópia, mas uma homenagem.
Os detalhes, a vida e cada passo de dança é como no vídeo inspirador. Muitos diriam "affe, que sem imaginação esses Hanson", mas eu achei uma sacada genial.

O clipe poderia ficar no looping que eu assistiria sem problemas umas 10 vezes, provavelmente só pararia para tentar reproduzir os passinhos na rua. Ok, eu seria um pouco discriminada se fizesse isso, mas vontade não falta.

Não vou mais tagarelar muito sobre. Divirtam-se!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O Batman de Frank Miller


(Post dedicado ao Fran, ao Gabriel, ao EJT e a outros nerds por aí...)

Poucas pessoas podem se gabar de serem divisoras de águas.
E do mesmo jeito que o mundo se divide entre A.C. e D.C., o mundo de Batman se divide em A.F. e D.F.

Antes e depois de Frank Miller.

Desde os anos 70, depois de amargar fases cômicas e ingênuas, o herói estava tentando voltar às suas origens sérias pelas mãos da dupla Neil Adams e Denny O’Neil.
Já consagrado devido a sua passagem pelo título do Demolidor, Miller foi chamado pela DC para revitalizar seu personagem que mais havia sofrido devido ao código de censura americano e à perseguição promovida pelo psiquiatra Fredric Wertham. Mas como alterar de forma tão drástica um personagem icônico que fora criado como um detetive violento que não se importava em deixar os criminosos morrerem, mas que passou a ser um personagem cômico e ridicularizado?

A resposta está em O Cavaleiro das Trevas, que mostra o futuro de Gotham City, dominada pelo crime e com um Batman violento, masoquista e... que se diverte com tudo isso!
A HQ mostra o confronto definitivo entre o Batman e o Coringa, além da luta final entre o Homem Morcego e o Homem de Aço (também cientificamente conhecido como Superman).
Naquele momento, qualquer lembrança do Batman preso em uma supergeringonça e se salvando ao tirar do cinto algo extremamente conveniente (“Oh, meu Deus, estou preso nessa guilhotina que se ativará assim que aquele rato roer a corda e soltar a lâmina. Ainda bem que eu estou com meu bat-dissolvente de correntes e meu bat-queijo!”) foi apagada e devidamente substituída pela imagem brutal de um personagem perturbado e até com certos requintes de crueldade.

A série, claro, foi um sucesso, principalmente por ter sido lançada quase que simultaneamente com outro divisor de águas, Watchman, do roteirista Alan Moore.

Logo depois, Frank Miller se juntou ao desenhista David Mazzuchelli e criou a origem definitiva do herói, Batman – Ano Um. E todas as histórias do personagem escritas depois dessa fase se baseiam nessas duas histórias.

E quando já estava no topo do mundo, Frank Miller resolveu criar sua própria série pela editora Dark Horse, o sucesso Sin City. Enquanto isso, ao longo da década de 90, os quadrinhos resolveram se tornar mais violentos e sombrios (em grande parte por influência da obra do sr. Miller), onde o que importava eram os músculos dos heróis, o sangue-frio dos anti-heróis e os corpos das heroínas. Foi a época em que fizeram sucesso personagens como Wolverine, Elektra, Venom e Justiceiro, e que culminou na criação da Editora Image.

Na DC isso não passou batido. O Arqueiro Verde se tornou sombrio (e depois morreu), o Lanterna Verde enlouqueceu (e depois morreu), o Aquaman teve a mão decepada, o Superman morreu (e depois voltou). Personagens femininas como Mulher Maravilha e Mulher Gato eram desenhadas com formas completamente desproporcionais, para atrair a atenção masculina. Mas e o que fazer com um personagem que já era a personificação da escuridão? Bem, vamos torná-lo ainda mais sombrio. Ao menos essa roupagem combinava bem com o personagem...

Foi então que aconteceu o que todos esperavam... mas não da maneira que todos esperavam.

Frank Miller anunciou que voltaria a escrever o personagem que o alçou às alturas. Mas não seria uma história qualquer, ou mesmo um título regular. Seria a continuação da série que havia escrito 15 anos antes, O Cavaleiro das Trevas. A notícia, claro, dividiu opiniões... assim como a continuação em si. Com um roteiro confuso e desenhos estranhos, Miller criou uma espécie de “anti-Cavaleiro das Trevas”, com um visual colorido e um clima baseado nas histórias dos anos 60. Cavaleiro das Trevas 2 não é uma história ruim, mas é impossível ler uma página sequer sem compará-la à história original. E comparar QUALQUER COISA com Cavaleiro das Trevas é simplesmente uma grande covardia.

De lá pra cá, Frank Miller se tornou uma espécie de pária para alguns leitores, mesmo para alguns de seus fãs mais fiéis. Depois de Cavaleiro das Trevas 2, ele disse ter interesse em escrever uma história que envolveria o Batman versus o terrorista Osama Bin Laden, entre outras excentricidades. Tornou-se diretor com o filme baseado em sua criação, Sin City, apenas para enterrar sua carreira cinematográfica cometendo a sua péssima visão do clássico Spirit.

Com o lançamento da linha All-Star da DC que visava a criação de histórias fora da cronologia normal, foi anunciado que a série do Batman seria escrita por Miller e desenhada pelo pop-star Jim Lee, motivo de euforia da maioria dos bat-fãs. Mas o roteirista resolveu aproveitar a liberdade dada pela linha All-Star para mudar tudo no Homem Morcego. Ele agora é um verdadeiro fdp, que profere palavrões enquanto quebra os ossos de bandidos e amedronta um jovem Dick Grayson, mesmo que este tenha acabado de ver seus pais morrerem. A versão “Dirty Harry” do personagem não agradou a maioria dos leitores, mas já foi anunciado que a série deve continuar por muito tempo...

Frank Miller já passou da fase de se preocupar com a opinião dos outros. Muitos leitores dizem que ele apenas procura agora chocar o máximo de pessoas possíveis com seus roteiros grosseiros e cada vez mais pessoais. Como por exemplo criando um Batman violento, masoquista, perturbado, brutal, com requintes de crueldade e que se diverte com tudo isso!

Do mesmo jeito que ele chocou o mundo há mais de 22 anos, com a criação do clássico definitivo do Cavaleiro das Trevas.

E já devíamos ter aprendido que, enquanto Frank Miller continuar com esse desejo de chocar os admiradores da sétima arte... nós, os leitores, só temos a ganhar.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Como se apaixonar por um dragão.



Tomei a liberdade de alterar o título desse filme porque se você tiver coração, vai sair desse filme apaixonado por dragões.

O filme conta a história de Soluço (dublado pelo Jay Baruchel /amor) que vive em uma aldeia viking que sofre constantes ataques de dragões, mas o magricela não leva o menor jeito para coisa. Só para piorar a situação dele, seu pai é o ... chefe da aldeia e maior matador de dragões (dublado por Gerard Butler).

Eis que dado momento, Soluço se depara com seu maior inimigo, um dragão. A espécie considerada a mais perigosa de todas.

“O que acontece?? Renata do céu, me diz que menino não morre nos primeiros 30 minutos de filme”

Eles ficam AMIGOS (óbvio né? hahaha)!

Soluço aprende com seu novo amigo, Banguela, que os dragões não são os monstros que as pessoas da sua aldeia acreditam.

E agora, José?

Bom, agora você vai ver o filme ué!

O filme é uma animação muito bem feita e provavelmente uma das mais divertidas que já vi. Sério, entrou no meu ‘top animações’.

Ri, chorei (muito), fiquei tensa e agora quero um dragão chamado Banguela.

Foi meu primeiro contato com filmes 3D, desde o filme da Elvira que eu vi no Hopi Hari quando tinha 15 anos. E olha... perdi boa parte do meu preconceito. A legenda estava muito fácil de ver, eles não abusaram nos efeitos (ficar jogando coisas para parecer que você vai ser atingido) e acho que com animações, o 3D é algo que funciona bacana. Nunca vi um filme normal com essa tecnologia, então não posso dar minha opinião nesse caso.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Memórias de um pato roxo.


[O Brancatelli está dodói, então resolvi resgatar mais um dos meus textos]

Senhoras e senhores, o famoso (ou não) pato roxo:

Ele era um pato e era roxo.
Não importa porque era roxo, só importa que era.
Ele não nasceu roxo, ficou com o tempo…
Não roxo de hematoma… era pintado mesmo.
Pintado com o que era um mistério… canetinha? guache? spray?
Ele não se importava… queria era saber de ser roxo…
Desde quando era roxo ninguém mais lembrava, patos não tem memória muito boa… mas ele gostava de ser roxo.
Gostava tanto que nem nadava… Afinal, se fosse pintado de guache ía sair na água…

[Guache é lavável...tá escrito na caixinha, qualquer pato sabe disso!]

domingo, 11 de abril de 2010

Para quem estava com saudade das minhas recomendações de banda...


O senhor Thiago Brancatelli me provocou com suas insinuações de que o fato de eu estar ouvindo Jonas Brothers estaria interferindo na minha capacidade e/ou vontade de trazer novas bandas para iluminar a existência de vocês.

Pois é, eis que tiro uma carta da manga!

Outro dia, um amigo me contou de um banda feliz que segundo ele, faria meu estilo.
Enrolei um pouco para baixar, nunca lembrava e tals. Mas eis que o tal amigo fez questão de colar um post it me lembrando de baixar.

Baixei, escutei e adorei!
A banda me lembra uma pegada Phoenix sabe? Eles até fazem shows juntos! hahahaha

Ok, chega de mistério.

Estou falando da banda irlandesa Two Doors Cinema Club.
Me surpreendeu ela ser irlandesa, antes a Irlanda só me lembrava U2 e Boyzone sabe?
A banda é exatamente como me foi descrita: feliz.
Não um feliz experimental como o Vampire Weekend, mas um feliz dançante.
Eles até que andam hypados, saindo em fááááários blogs por aí.
Não poderiam faltar por aqui também.

Gostei bastante, até parei de ouvir só JB para ouví-los, digo... ahn... é... Muito boa a banda, recomendo!
Vocês sabem que só recomendo coisa boa, mas já que alguns precisam de provas:

terça-feira, 6 de abril de 2010

O Bom, o Mau... e o Damon Albarn.


Já que a Renatinha sempre foi tão boa em recomendar bandas novas, eu que não vou tentar tomar o cargo dela aqui no Two Cold Fingers (apesar dela continuar na pegada Jonas Brothers atualmente...).
Por isso, vou recomendar uma banda... não tão nova.

Em meados dos anos 2000 o Damon Albarn, vocal do Blur e criador do Gorillaz, anunciou um álbum solo. Pouco depois foi revelado que o projeto na realidade era uma superbanda que tinha, além do Albarn, o ex-baixista do Clash Paul Simonon, o ex-guitarrista do Verve Simon Tong e Tony Allen, considerado um dos maiores bateristas de todos os tempos.
A banda, sem nome definido, lançou em 2007 o álbum "The Good, The Bad & The Queen".

3 anos depois, eu finalmente ouvi o álbum.
E a experiência foi melhor que eu pensei que seria.

Lembro que eu tinha um certo receio (ou uma certa preguiça) em escutar o disco.
Escutei uma música deles na época do lançamento e, não vou mentir, achei bem chatinha.
Mas resolvi dar uma chance.

As músicas vão desde algo parecido com Radiohead até faixas que poderiam estar em um CD do Gorillaz. Tudo isso traduzido em músicas calmas, sem a mínima pressa.
Particularmente eu não consegui encontrar nenhuma influência de Blur, Verve ou Clash e nenhuma das músicas, como se os músicos quisessem mesmo escapar de suas próprias "barreiras musicais".
O resultado acabou sendo um trabalho bem interessante, que realmente empolga após uma segunda ou até uma terceira audição.
Uma ode à vida em Londres nos dias de hoje.
Algo que pode ser considerado, como disse o próprio Albarn, uma continuação do maior clássico do Blur, o álbum "Parklife", de 1994. O intuito sempre foi entender o mundo moderno, e isso ele sabe fazer muito bem.

"The Good, The Bad & The Queen" é, basicamente, um disco-solo do Damon Albarn.
Todas as músicas são suas, todo o conceito é seu... sem contar o curioso fato que a banda não tem nome.

Sim, o cara chamou um ex-Clash, um ex-Verve e "um dos melhores bateristas do mundo" para formar sua banda de apoio.

Bem, esse deve ser um dos pequenos prazeres de ser Damon Albarn...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O Dia do Curinga


Hans- Thomas era um garoto norueguês quase como todos os outros.

Quase porque não é todo garoto que sai viajando de carro pela europa para encontrar sua mãe, aliás… não são muitos que a mãe foi para Atenas com o propósito de se encontrar.

Mas lá estava ele junto de seu pai, um ex-marinheiro e filósofo amador, encarando as estradas atrás da mulher de suas vidas.

Mas em dado momento tudo em suas vidas ficou mais estranho ainda, o encontro com um anão muda totalmente o rumo da viagem, pelo menos para o pequeno Hans-Thomas.

E essa é a premissa do meu livro favorito O dia do curinga.

Jostein Gaarder consegue nesse livro superar o que mais me irrita no, também de sua autoria, O Mundo de Sofia: As aulas de filosofia e o final.

Não pensem que Jostein se livrou da filosofia nesse livro, longe disso… Hans-Thomas tem boas lições filosóficas ao longo da história, mas todas com o formato de conversa de pai e filho. Com esse formato mais informal fica mais gostoso e fácil para o leitor.

E o final, que no Mundo de Sofia me fez querer tacar o livro pela janela (mas foi impossível já que o exemplar não era meu), é menos surpreendedor porém mais divertido.

O livro tem o esquema muito similar ao seu antecessor, a mistura de histórias e a capacidade de entrelaçá-las é uma grande qualidade de Jostein.

Além de tudo faz pensar sobre a vida e faz cada um de nós querermos ser um Curinga.

E foi com esse livro para rir, chorar e pensar que Jostein Gaarder conseguiu superar J.K. Rowling e colocar O dia do Curinga no número 1 da minha lista.


[esse texto foi originalmente escrito para meu blog Uma Lhama, então se você já o leu... sorry!]